O partido Democracia Cristã oficializou a pré-candidatura do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa à Presidência da República após a filiação dele à legenda.

A decisão provocou divergências internas no partido. Lançado no início do ano como nome do DC para a corrida ao Palácio do Planalto, o ex-ministro Aldo Rebelo afirmou à TV Globo que manterá sua pré-candidatura até a convenção partidária e disse que poderá recorrer à Justiça, se necessário.

Segundo o presidente nacional da legenda, o ex-deputado federal João Caldas, a mudança foi motivada pelo desempenho de Aldo Rebelo nas pesquisas eleitorais. Em nota, Caldas afirmou que Joaquim Barbosa representa a possibilidade de reconstrução da confiança da população nas instituições brasileiras.

“O momento exige união, propósito e desprendimento. O Brasil está acima de projetos pessoais”, afirmou o dirigente partidário. Em outro trecho, ele declarou que a trajetória de Barbosa “honra os valores republicanos e responde ao desejo de mudança da sociedade brasileira”.

Ao comentar a movimentação do partido, Aldo Rebelo disse que a decisão representa apenas o posicionamento de João Caldas e destacou que Joaquim Barbosa ainda não confirmou publicamente a intenção de disputar as eleições.

Joaquim Barbosa integrou o STF entre 2003 e 2014. A aposentadoria dele ocorreu de forma antecipada, em julho de 2014, encerrando sua passagem pela Corte antes do prazo previsto pela legislação, que permitiria permanência até 2029. Em 2018, ele chegou a ser cogitado para disputar a Presidência da República, mas desistiu da candidatura.

“Ele se filiou ao partido para concorrer. Atualmente, vivemos no Brasil uma crise institucional entre os três poderes. Não existe ninguém melhor do que Joaquim Barbosa para resolver isso. Ele será o mensageiro que nos resgatará desse cenário”, afirmou João Caldas.

O cenário eleitoral de 2026 também reúne outros nomes colocados para a disputa presidencial. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve disputar a reeleição pelo Partido dos Trabalhadores. Entre os nomes da direita aparecem o senador Flávio Bolsonaro, ligado ao bolsonarismo, além dos governadores Ronaldo Caiado, do Partido Social Democrático, e Romeu Zema, do Novo.