A proposta que pode empurrar para 2036 o fim da escala de trabalho 6×1 continua contando com apoio de parte da bancada federal do Tocantins, mesmo após críticas públicas e mobilização nas redes sociais contra a medida. A emenda foi apresentada no âmbito da PEC 221/2019 e estabelece uma transição de dez anos para mudanças na jornada de trabalho, além de permitir carga semanal de até 52 horas.

Entre os parlamentares tocantinenses que permanecem ligados à proposta estão Alexandre Guimarães, Eli Borges, Filipe Martins e Antônio Andrade.

A discussão ganhou força nos últimos dias após a divulgação de listas com os nomes de deputados favoráveis e contrários à flexibilização da proposta. A deputada Erika Hilton, autora da PEC que propõe o fim da escala 6×1, compartilhou em suas redes sociais o posicionamento dos parlamentares de diferentes estados.

Defensores da emenda afirmam que a adoção imediata de uma nova jornada poderia gerar impactos financeiros em setores como comércio e prestação de serviços. A avaliação é de que a mudança precisaria ocorrer de maneira gradual para evitar prejuízos econômicos.

Já opositores argumentam que o texto enfraquece o debate sobre melhores condições de trabalho e prolonga um modelo considerado desgastante para os trabalhadores. A repercussão negativa levou alguns parlamentares de outros estados a retirarem apoio à proposta.

Na bancada tocantinense, ficaram fora da lista de apoiadores os deputados Ricardo Ayres, que se manifestou contra a medida, Tiago Dimas, Vicentinho Júnior e Carlos Gaguim.

O relatório da comissão especial que analisa a PEC deve ser apresentado na próxima segunda-feira, 25, pelo deputado Léo Prates. Para continuar tramitando na Câmara, a proposta precisa reunir pelo menos 171 assinaturas.