Na manhã desta quinta-feira, 11, o ex-secretário-executivo da Secretaria da Igualdade Racial do Tocantins, Nélio Nogueira Lopes do Amaral, alvo de investigação que apura a suposta prática de estupro contra uma jovem de 19 anos, divulgou uma manifestação pública em que afirma confiar na Justiça e diz estar à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos.

Em vídeo, ele direciona a fala a familiares, amigos e pessoas próximas, mencionando o impacto da repercussão do caso.

“Quero me direcionar aos meus familiares, amigos, pessoas que eu não tive a oportunidade de conversar. Vocês acompanharam pelas redes sociais, pelos canais de televisão, uma denúncia muito séria envolvendo o meu nome”, afirmou.

Nélio diz que pretende colaborar com o andamento das apurações e sustenta que busca a “verdade” sobre os fatos.

“Eu confio na Justiça, estou me colocando totalmente à disposição para fazer todos os esclarecimentos possíveis. Estou ao lado do meu advogado, da minha defesa, para aqui fazer com que a verdade venha à tona e que a paz possa reinar na minha família e na minha vida”, disse.

Defesa fala em “prejulgamento”

Na mesma linha, a defesa do ex-gestor afirma que o caso tem sido marcado por antecipação de julgamento público e critica interpretações feitas fora do processo.

“Veja, nós estamos diante de um prejulgamento da sociedade onde as pessoas querem apontar um culpado”, disse o advogado Zenil Drummond.

A defesa também reforça que o caso ainda está em fase de investigação e que serão apresentadas medidas no curso do processo.

“Ainda que seja no inquérito policial, existe o contraditório, a ampla defesa e o devido processo legal”, afirmou.

Segundo os advogados, já foram solicitadas diligências à autoridade policial e ao Judiciário, com a promessa de apresentar elementos para contestar a acusação.

“Nós já fizemos pedidos de diligências junto à autoridade policial e também junto ao juízo das garantias e nós traremos elementos contundentes que provarão a inocência do Sr. Nélio”, disse a defesa.

O caso segue sob investigação da Polícia Civil e tramita em segredo de justiça.