Influenciadora é alvo de investigação que apura movimentação de R$ 20 milhões com apostas ilegais no Tocantins
14 maio 2026 às 09h18

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Mais de R$ 20 milhões teriam sido movimentados por um grupo investigado pela Polícia Civil do Tocantins por suspeita de exploração ilegal de apostas online, promoção de sorteios sem autorização e lavagem de dinheiro. A apuração levou à deflagração da Operação Tigre de Areia, realizada nesta quinta-feira, 14, pela 1ª Divisão Especializada de Repressão ao Crime Organizado (1ª DEIC) de Palmas.
Segundo a investigação, os valores identificados seriam incompatíveis com a renda declarada pelos investigados. A principal suspeita, que atua como influenciadora digital, informou rendimento mensal inferior a R$ 4 mil, já a mãe dela, registrada como faxineira com renda pouco superior a R$ 3 mil, teria movimentado cerca de R$ 9 milhões no período analisado pela Polícia Civil.
As investigações começaram após levantamentos feitos pela 1ª DEIC, que identificaram a divulgação de plataformas ilegais de apostas na internet e a realização de rifas e sorteios sem autorização legal. Com autorização da 1ª Vara Regional das Garantias da Comarca de Palmas, os policiais cumpriram seis mandados de busca e apreensão. A Justiça também determinou o bloqueio de contas e ativos financeiros, o sequestro de imóveis e veículos, a quebra de sigilo telemático e a suspensão de perfis em redes sociais ligados aos investigados.
Durante a ação, foram apreendidos três veículos, além do bloqueio judicial de três casas e sete lotes localizados em diferentes regiões. A Polícia Civil também apura o uso de empresas de fachada e contas bancárias de terceiros e familiares para movimentação dos recursos.
De acordo com os investigadores, o grupo utilizava transferências fracionadas para dificultar o rastreamento do dinheiro. Parte das operações financeiras, segundo a polícia, teria incluído repasses para instituições religiosas, método que pode dificultar a identificação da origem dos valores.
A Operação Tigre de Areia faz parte do programa Brasil Contra o Crime Organizado – Divisas, coordenado pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), do Ministério da Justiça e Segurança Pública. As investigações continuam e novas medidas poderão ser adotadas no decorrer da apuração.
