Vorcaro teria repassado R$ 61 milhões para filme sobre Bolsonaro após pedido de Flávio, diz site
13 maio 2026 às 17h42

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O empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, teria destinado cerca de R$ 61 milhões para financiar o filme biográfico “Dark Horse”, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Segundo reportagem do Intercept Brasil, os recursos foram solicitados pelo senador Flávio Bolsonaro (PL) em meio às negociações para a produção cinematográfica.
De acordo com o site, os pagamentos ocorreram entre fevereiro e maio de 2025, em seis operações financeiras. O montante total negociado teria chegado a R$ 134 milhões, embora não haja confirmação de que todo o valor tenha sido efetivamente transferido.
As conversas divulgadas pelo Intercept mostram Flávio cobrando Vorcaro por atrasos nos repasses. Em um áudio atribuído ao senador, ele demonstra preocupação com possíveis impactos negativos na produção caso os pagamentos não fossem regularizados. Entre os nomes citados estaria o ator Jim Caviezel, conhecido por interpretar Jesus Cristo no filme “A Paixão de Cristo”.
Segundo a reportagem, parte do dinheiro teria sido enviada pela empresa Entre Investimentos e Participações para o fundo Havengate Development Fund LP, sediado no Texas, nos Estados Unidos, e ligado a aliados do deputado federal Eduardo Bolsonaro.
O material também aponta participação do deputado federal Mário Frias, do empresário Thiago Miranda e de Fabiano Zettel, apontado pela Polícia Federal como operador financeiro de Vorcaro. Em uma das mensagens reveladas, o banqueiro teria classificado o projeto do filme como “prioridade absoluta” e determinado que os repasses não poderiam mais falhar.
As conversas teriam ocorrido pouco antes da prisão de Vorcaro na Operação Compliance Zero e da liquidação do Banco Master. Até o momento, Flávio Bolsonaro não se pronunciou oficialmente sobre o conteúdo.
Confira o que diz Flávio sobre o caso
Mais do que nunca é fundamental a instalação da CPI do Banco Master. É preciso separar os inocentes, dos bandidos. No nosso caso, o que aconteceu foi um filho, procurando patrocínio PRIVADO para um filme PRIVADO sobre a história do próprio pai. Zero de dinheiro público. Zero de lei Rouanet. Conheci Daniel Vorcaro em dezembro de 2024, quando o governo Bolsonaro já havia acabado, e quando não existiam acusações nem suspeitas públicas sobre o banqueiro. O contato é retomado quando há atraso no pagamento das parcelas de patrocínio necessárias para a conclusão do filme. Não ofereci vantagens em troca. Não promovi encontros privados fora da agenda. Não intermediei negócios com o governo. Não recebi dinheiro ou qualquer vantagem. Isso é muito diferente das relações espúrias do governo Lula e seus representantes com Vorcaro. Por isso, reitero, CPI do MASTER JÁ.
