Instituto investigado e ligado à produtora de filme sobre Bolsonaro cita parcerias com cinco cidades do Tocantins
07 junho 2026 às 14h51

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A empresária Karina Ferreira da Gama, produtora do filme “Dark Horse”, que retrata a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), aparece à frente de uma organização que afirma manter ou ter mantido relações com ao menos 51 governos no país, entre prefeituras, estados e o Distrito Federal, informação divulgada inicialmente pelo portal Diário do Centro do Mundo. Entre os entes citados pelo Instituto Conhecer Brasil (ICB), presidido por Karina, estão cinco municípios do Tocantins.
As informações constam em documentos, consultados pelo Jornal Opção Tocantins, apresentados pelo próprio instituto à Prefeitura de São Paulo durante processo administrativo que resultou em um termo de colaboração firmado com a Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia da capital paulista. No material, a entidade descreve sua trajetória institucional e relaciona parcerias desenvolvidas em diferentes regiões do país.
Entre as ações mencionadas está a realização da 12ª Feira da Cidadania nos municípios de Babaçulândia e Ananás. O documento também registra a realização da 11ª Feira da Cidadania em Xambioá, Filadélfia e Colinas do Tocantins . Segundo o histórico institucional apresentado pelo instituto, as atividades ocorreram em parceria com prefeituras municipais e com o Conselho Nacional do Sesi em 2018.
O nome do Instituto Conhecer Brasil ganhou projeção nacional nos últimos dias após operação da Polícia Civil de São Paulo que investiga suspeitas relacionadas ao contrato firmado entre a entidade e a Prefeitura de São Paulo para instalação de pontos de wi-fi em comunidades da capital. O inquérito apura possíveis irregularidades na execução contratual, repasses financeiros e prestação de contas da parceria.
A investigação também cita Karina Ferreira da Gama, que além de presidir o Instituto Conhecer Brasil é sócia da produtora responsável pelo filme “Dark Horse”. A entidade e a empresária negam irregularidades, enquanto a Prefeitura de São Paulo afirma colaborar com as investigações conduzidas pelos órgãos de controle e segurança pública.
Embora o documento do instituto mencione ações em municípios tocantinenses, não há detalhamento sobre valores, contratos, convênios ou repasses eventualmente realizados pelas prefeituras citadas. Também não são informadas as fontes de financiamento das atividades descritas no histórico institucional.
A reportagem busca informações junto aos municípios mencionados para verificar a existência de contratos, termos de parceria, convênios ou pagamentos ao Instituto Conhecer Brasil relacionados às ações registradas pela própria entidade em documentos oficiais apresentados ao poder público paulista.
