O jornalista Alessandro Ferreira Guimarães Lopes é alvo de um mandado de prisão definitiva expedido pelo Tribunal de Justiça de Rondônia (TJRO) para cumprimento de pena de 9 anos e 4 meses de reclusão, em regime fechado, pelo crime de estupro de vulnerável. O Jornal Opção Tocantins tenta contato com a defesa dele.

O mandado foi expedido em 29 de maio de 2026, após o trânsito em julgado da condenação, certificado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) em 19 de maio deste ano. Como a decisão se tornou definitiva, não há mais possibilidade de recurso na esfera criminal.

Segundo o mandado de prisão, a condenação refere-se ao crime previsto no artigo 217-A do Código Penal. Ao julgar o recurso da defesa, a 1ª Câmara Criminal do TJRO manteve integralmente a sentença condenatória.

No voto, o relator, desembargador Jorge Luiz dos Santos Leal, afirmou que a negativa do réu “se mostrou frágil e inverossímil” e que a palavra da vítima foi firme, detalhada e corroborada por testemunhos e demais provas produzidas no processo. O magistrado também registrou que o condenado possui duas condenações transitadas em julgado por crimes da mesma natureza, observando que esse histórico não serviu como prova do caso, mas enfraqueceu a versão apresentada pela defesa.

O documento determina que Alessandro Ferreira Guimarães Lopes seja preso e recolhido a uma unidade prisional para cumprir a pena de 9 anos e 4 meses, em regime fechado. O mandado tem validade até 22 de outubro de 2041.

Confira mandado de prisão abaixo:

Em nota à imprensa, Alessandro afirmou que não está foragido e informou que está há mais de 30 dias em Goiás, onde realiza tratamento de saúde em decorrência de um acidente. Ele disse que tomou conhecimento da ordem judicial na última sexta-feira, 10, negou ter cometido qualquer irregularidade e afirmou que os fatos serão esclarecidos na Justiça. Segundo Alessandro, após ter ciência do mandado, foi contratado um advogado particular para ter acesso aos autos e adotar as medidas judiciais cabíveis. Ele também declarou que pretende retornar ao Tocantins e se apresentar espontaneamente à Justiça assim que concluir o tratamento médico.