Mulher é condenada a 14 anos de prisão por homicídio motivado por dívida de R$ 50 em Araguaína
27 maio 2026 às 17h43

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Uma mulher foi condenada a 14 anos e 3 meses de prisão pelo assassinato de João Paulo Pinheiro Sousa, ocorrido em 2022, em Araguaína, no norte do Tocantins. O julgamento foi realizado nesta terça-feira, 26, e o Conselho de Sentença reconheceu a prática de homicídio qualificado.
A condenada, Íris Mendonça de Souza Santos, deverá cumprir a pena inicialmente em regime fechado. A decisão é do juiz Carlos Roberto de Sousa Dutra.
De acordo com o processo, o crime aconteceu na noite de 1º de maio de 2022. João Paulo havia saído de casa para auxiliar uma vizinha em um serviço de instalação elétrica quando foi chamado por Íris até o portão da residência. Em seguida, conforme os autos, ele foi atingido com uma facada no peito.
Testemunhas ouvidas durante o julgamento afirmaram que a vítima teria uma dívida de R$ 50 com a mulher. Ainda segundo os depoimentos, não houve discussão ou qualquer desentendimento antes do ataque.
Durante o processo, Íris confessou o homicídio. Na sentença, o magistrado destacou que houve premeditação, apontando que a acusada saiu de casa armada à procura da vítima. O entendimento foi considerado para manter a pena em patamar mais elevado, apesar da confissão.
A Defensoria Pública do Tocantins, responsável pela defesa da ré, informou que não se manifesta sobre decisões judiciais envolvendo assistidos.
Íris já estava presa preventivamente há 1 ano, 3 meses e 24 dias. O período será descontado da pena total, mas, conforme a decisão, isso não altera o regime inicial fechado. Ainda cabe recurso ao Tribunal de Justiça do Tocantins.
