O que se sabe sobre a morte por hantavírus em Minas Gerais e os casos monitorados no Brasil
11 maio 2026 às 07h37
COMPARTILHAR
A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais confirmou neste domingo, 10, a morte de um homem de 46 anos por hantavírus no município de Carmo do Paranaíba, no Alto Paranaíba. Segundo o órgão, o caso é tratado como isolado e não possui relação com outros registros recentes da doença no país.
De acordo com a pasta, a vítima teve contato com roedores silvestres em uma lavoura antes do aparecimento dos sintomas, os primeiros sinais da doença começaram no dia 2 de fevereiro, com dor de cabeça. Quatro dias depois, o homem procurou atendimento médico após apresentar febre, dores musculares, dores nas articulações e desconforto na região lombar.
As amostras biológicas coletadas foram encaminhadas à Fundação Ezequiel Dias (Funed), que identificou sorologia IgM reagente para hantavírus e o paciente morreu no dia 8 de fevereiro.
Em nota, a Secretaria Estadual de Saúde informou que não há indícios de ligação entre esse caso e outros registros recentes da doença. O Ministério da Saúde afirmou que ainda não é possível confirmar se esta foi a primeira morte causada pelo vírus no Brasil em 2026.
O Paraná também confirmou nesta semana dois casos de hantavírus, segundo a Secretaria de Estado da Saúde, um dos pacientes é morador de Pérola D’Oeste, na região de fronteira com a Argentina, e o outro reside em Ponta Grossa, nos Campos Gerais. Além dos casos confirmados, outras 11 notificações seguem em investigação, enquanto 21 já foram descartadas.
As autoridades de saúde do Paraná informaram que a situação permanece sob monitoramento e que a doença está controlada no estado. O alerta ocorre após a Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgar um surto de hantavirose registrado no navio de cruzeiro MV Hondius, que fazia uma viagem entre a Argentina e Cabo Verde.
Segundo as investigações, a transmissão ocorrida no cruzeiro pode ter acontecido de pessoa para pessoa durante a viagem. A embarcação, operada pela empresa Oceanwide Expeditions, partiu de Ushuaia, na Argentina, e percorria o Oceano Atlântico com escalas em ilhas remotas. Durante o trajeto, passageiros apresentaram sintomas respiratórios de rápida evolução, três mortes foram registradas.
As autoridades brasileiras destacaram que tanto o caso confirmado em Minas Gerais quanto os registros do Paraná não possuem relação com as infecções identificadas no navio.
A hantavirose é uma doença viral transmitida principalmente pela inalação de partículas presentes na urina, fezes e saliva de roedores silvestres infectados. O vírus também pode ser transmitido por contato com mucosas, arranhões ou mordidas desses animais.
Entre os sintomas mais comuns estão febre, dores no corpo, dor de cabeça e manifestações gastrointestinais. Em casos mais graves, a doença pode evoluir para comprometimento cardiopulmonar, com dificuldade respiratória, pressão baixa e tosse seca. A orientação das autoridades de saúde é que pessoas com sintomas procurem atendimento médico imediatamente.
