O que se sabe sobre o possível acordo entre EUA e Irã e os impasses nas negociações
24 maio 2026 às 15h03

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump afirmou neste domingo, 24, que o bloqueio imposto ao Irã continuará em vigor até que um acordo entre os dois países seja oficialmente concluído, certificado e assinado. A declaração foi publicada na rede Truth Social, em meio ao avanço das negociações diplomáticas entre Washington e Teerã.
Segundo Trump, as conversas estão ocorrendo de forma “ordenada e construtiva”, mas os representantes norte-americanos foram orientados a não acelerar as tratativas. O presidente também voltou a defender que o Irã não pode desenvolver nem obter armas nucleares.
Enquanto os detalhes do entendimento seguem sendo negociados, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio declarou, durante visita oficial à Índia, que houve “progressos significativos” nas discussões e que Trump poderia receber notícias positivas sobre o acordo ainda neste domingo.
Do lado iraniano, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmail Baghaei afirmou à agência Tasnim que o acordo pode estar “muito longe e muito perto” de ser concluído. Ele também demonstrou cautela em relação à condução norte-americana das negociações, citando mudanças de posicionamento dos EUA ao longo do processo.
De acordo com informações divulgadas pela imprensa iraniana, o possível acordo prevê a suspensão temporária de sanções ao setor petrolífero do Irã, a liberação parcial de recursos financeiros iranianos bloqueados e a flexibilização gradual das restrições no Estreito de Ormuz.
A agência Tasnim, ligada à Guarda Revolucionária iraniana, informou ainda que o entendimento em debate teria como prioridade o encerramento dos confrontos em diferentes frentes da região, incluindo o Líbano.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu afirmou ao The New York Times que conversou com Trump sobre as negociações. Segundo ele, os dois líderes concordaram que qualquer acordo deverá obrigar o Irã a desmontar suas instalações nucleares e remover o urânio enriquecido que possa ser utilizado na produção de armas nucleares.
