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Ex-candidato a vice de Janad, Pedro Cardoso é nomeado presidente da Agência Tocantinense de Saneamento 

Ex-vereador assume a presidência da ATS, consolidando influência no governo de Wanderlei Barbosa após derrota nas urnas

Saúde
Pacientes enfrentam superlotação e precariedade no Hospital Regional de Gurupi

Denunciante relata caos e demora na espera por atendimento

Meio Ambiente
Tocantins firma acordo internacional para restauração florestal com investimento de R$ 120 milhões

Governador Wanderlei Barbosa assina protocolo para criação de iniciativa que visa recuperar áreas degradadas no estado, com apoio de parcerias estratégicas

Educação
Professor da UFNT tem obra referenciada no Enem 2024

Livro de César Figueiredo é destaque em questão do exame nacional e reforça importância da educação política para jovens

Novo Biênio
Posse da nova Mesa Diretora da Assembleia Legislativa será neste sábado, 1º de fevereiro

Sessão de posse da Mesa Diretora da Aleto, marcada por debates jurídicos e articulações políticas, consolida Amélio Cayres na liderança para o biênio 2025/2026

Lula e Diniz precisam do mesmo: se reinventar após fracassos recentes

Índice de desaprovação do presidente superou a aprovação pela primeira vez, enquanto o treinador foi demitido de mais um clube no Brasil

Morte
Homem morre após tentativa de invasão à casa do arcebispo de Palmas

Vítima, que estava sem documentos, foi encontrada caída no telhado da residência, após aparentemente sofrer choque elétrico ao tentar cortar a energia dos alarmes

Humor
Suposto rombo de R$ 300 milhões deixado na Prefeitura de Palmas por Cinthia Ribeiro vira meme na web; vídeo

O suposto rombo de R$ 300 milhões deixado pela ex-prefeita Cinthia Ribeiro (PSDB) ao atual prefeito Eduardo Siqueira Campos (Podemos) tem gerado muita repercussão. A situação, que levou o novo gestor a cancelar eventos como o Carnaval e o Capital da Fé, virou meme na internet.

Um vídeo animado publicado pelo Palmas na Web, um hub de entretenimento do Tocantins, narra, de forma humorística, como Eduardo teria encontrado a prefeitura em seu primeiro dia de trabalho. No vídeo, Eduardo pergunta: “E aí, pessoal, vamos começar a trabalhar? Bom dia, bom dia. Ué, onde está minha mesa?”. O assessor responde que Cinthia não deixou nenhuma mesa. “A ‘doutora’ não deixou mesa para o senhor, não. Ela levou a mesa”, diz ele.

No desenrolar da história, o prefeito afirma que a mesa é o de menos e resolve focar nas reformas das UPAs (Unidades de Pronto Atendimento). Ele pergunta quanto dinheiro há disponível para as obras, mas o assessor explica que Cinthia não deixou recursos. Eduardo então questiona se a ex-prefeita deixou algo, e o assessor responde prontamente: “Deixou, sim. Esse boleto aqui, de trezentos milhões. Disse que, quando o senhor chegasse, pagava”.

O vídeo ainda traz um take cômico da ex-prefeita dançando a música “Macetando”, de Ivete Sangalo, enquanto estaria supostamente na Europa. A cena faz alusão a um episódio real em que Cinthia, na época em que a prefeitura assumiu a gestão do transporte público, publicou uma dancinha ao som da mesma música nas redes sociais. A publicação gerou revolta entre moradores, que reclamavam da má qualidade do serviço prestado.

Imigração
Brasil pede explicações aos EUA após deportação de brasileiros com tratamento degradante

Itamaraty considera inaceitável o uso de algemas e o estado inadequado da aeronave que transportou os deportados

Governar o Tocantins à distância enquanto muitos padecem virou rotina

O descaso com os tocantinenses atingidos pela queda da ponte Juscelino Kubistchek que ligava os municípios de Aguiarnópolis (TO) a Estreito (MA) tem sido sentido todos os dias. Além das 17 vítimas fatais e seus familiares que não tiveram a chance de viajar e curtir a família como o governador Wanderlei Barbosa (Republicanos) têm feito desde meados do ano passado, milhares de moradores da região do Bico do Papagaio e do Tocantins como um todo tem enfrentado dificuldades logísticas.

Seja para trabalhar, estudar, ter acesso à saúde e até mesmo deixar cargas de insumos valiosos, a vida dos moradores da região nunca mais foi a mesma desde que a estrutura colapsou e levou sonhos e uma rotina de uma gente que luta, dia a dia, para ter o básico. Ok. Sabemos que a responsabilidade pela queda da ponte recai totalmente sobre o governo federal. É consenso a omissão estatal diante da tragédia anunciada. Aconteceu. Mas o que fazer com as vidas que ficaram?  

Após passar semanas em praias do Nordeste, Wanderlei ficou poucos dias no Estado e partiu rumo à Suíça para uma agenda ambiental, com caravana que levou até esposa de deputado e parlamentar investigado por crime contra o meio ambiente. A agenda está encerrada desde o dia 24. Mas o governador e a delegação continuam na Suíça até dia 31 de de janeiro e o Estado sendo “governado” à distância, pois o chefe de Estado não passou o bastão para o vice-governador Laurez Moreira (PDT). Não só não quis passar o bastão, como criou todo um mecanismo na Assembleia para que deputados votassem a favor de uma proposta de emenda à constituição em que o autorizasse a governar de forma remota. O que é mais importante na Suíça que no Tocantins? Ficou feio.

Qual foi o apoio às famílias das vítimas tocantinenses? Qual é o apoio aos prefeitos cujas cidades não tem estrutura para caminhões circularem? Quais incentivos fiscais os produtores rurais que precisavam da ponte para escoar insumos irão ter? Qual é a tratativa junto ao governo federal para melhorar a vida das pessoas? Não há diálogo. O governador foi somente uma vez a Aguiarnópolis e nunca mais pisou o pé lá. Inclusive, quando voltou, fez comentário insensível frente à morte das pessoas.

A insatisfação já começou a aparecer e, como defesa, o governador ao invés de pegar as “duras críticas” e melhorar com a presença do governo às pessoas, tem colocado uma legião de cabos eleitorais para defendê-lo em todos os cantos. Tem, inclusive, dito que tentam destruir o trabalho dele e manchar a sua história. No entanto, nessa situação em específico, sua força de trabalho ficou pendente, governador. E é o senhor mesmo que mancha a sua história, abrindo mão da humanidade e deixando o Estado sozinho e sem socorro nesse momento de luto, prejuízo e dor, escolhendo “governar” de forma remota.