Pacientes adultos com fissura labiopalatina serão atendidos em um mutirão de reconstrução nasal no Hospital Geral de Palmas (HGP), nesta sexta-feira, 16, e no sábado, 17. As cirurgias fazem parte do processo de reabilitação e são indicadas após o fim do crescimento, conforme as necessidades identificadas na avaliação de cada pessoa.

Segundo a cirurgiã bucomaxilofacial do hospital, Daniela Tosin, a intervenção corresponde a uma das últimas etapas do tratamento de muitos pacientes. Além de modificar a aparência do nariz, o procedimento busca corrigir alterações estruturais que podem comprometer a função respiratória.

A programação contará com o cirurgião Franklin Rocha, coordenador do Serviço de Fissuras e Anomalias Craniofaciais da Fundação Santa Casa do Pará, em Belém, e com a anestesiologista Angela Susume. A presença dos especialistas ocorre por meio da cooperação entre o HGP e a organização internacional Smile Train.

Tratamento pode se estender até a vida adulta

Caracterizada por uma abertura no lábio superior, no céu da boca ou nas duas estruturas, a fissura labiopalatina é uma malformação congênita que exige acompanhamento em diferentes fases da vida. Os cuidados começam nos primeiros meses e podem incluir novas intervenções na adolescência e na idade adulta.

No HGP, esse atendimento é oferecido pelo Serviço de Reconstrução Craniomaxilofacial. A equipe reúne profissionais de cirurgia plástica, cirurgia bucomaxilofacial, odontologia, ortodontia, fonoaudiologia, psicologia, pediatria, nutrição e genética.

O acompanhamento abrange desde as primeiras operações para correção do lábio e do palato até procedimentos complementares, definidos de acordo com a evolução e as necessidades de cada paciente.

Cooperação entre equipes

A parceria com a Smile Train também contempla qualificação profissional e intercâmbio de conhecimentos para a assistência cirúrgica pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A organização atua em 147 países e mantém presença em 37 hospitais brasileiros.