Pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira, 25, mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva numericamente à frente do senador Flávio Bolsonaro em um possível segundo turno das eleições presidenciais de 2026.

Segundo o levantamento, Lula aparece com 47% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro registra 43%. Apesar da vantagem numérica do presidente, os dois estão tecnicamente empatados dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.

Na comparação com a pesquisa anterior, realizada em abril, Lula oscilou um ponto percentual para cima, enquanto Flávio caiu dois pontos, ampliando a diferença entre os dois candidatos.

A sondagem também simulou disputas entre Lula e outros possíveis nomes da oposição. Contra o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, o presidente aparece com 49% contra 38%. Já diante do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, Lula marca 46% contra 40%.

No cenário de primeiro turno, Lula lidera com 41% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro, com 35%. Depois aparecem Ronaldo Caiado e Romeu Zema, além de Renan Santos e Joaquim Barbosa.

O levantamento foi realizado por telefone entre os dias 22 e 24 de maio, com 2.045 eleitores. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-04193/2026.

Os dados também indicam que 70% dos entrevistados afirmaram já ter decidido o voto, enquanto 28% disseram que ainda podem mudar de candidato até a eleição.

Nos recortes por perfil, Lula apresenta desempenho mais forte entre mulheres, idosos, católicos, eleitores de baixa renda e moradores do Nordeste. Já Flávio Bolsonaro lidera entre homens, evangélicos, jovens, eleitores de renda mais alta e nas regiões Sul e Norte/Centro-Oeste.

Na taxa de rejeição, Flávio Bolsonaro aparece com 50% dos entrevistados afirmando que não votariam nele “de jeito nenhum”. Lula registra 47% de rejeição.

A pesquisa ainda aponta que 39% dos eleitores preferem a continuidade de Lula, enquanto 34% defendem um candidato apoiado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. Outros 18% afirmaram preferir uma alternativa fora da polarização política nacional.