PMTO diz que não compactua com irregularidades e que continuará colaborando com investigação da chacina de Miracema
08 maio 2026 às 09h09

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A Polícia Militar do Tocantins (PMTO) informou nesta sexta-feira, 8, que acompanha por meio da Corregedoria-Geral da corporação a operação da Polícia Civil que cumpriu mandados de prisão preventiva e afastamento de função pública contra policiais militares investigados por participação na chamada Chacina de Miracema, ocorrida em fevereiro de 2022.
Em nota encaminhada à imprensa, a PMTO afirmou que tomou conhecimento da decisão judicial relacionada às medidas cautelares determinadas no âmbito da investigação conduzida pela Polícia Civil do Tocantins e destacou que presta apoio institucional às autoridades responsáveis pelo caso e ao cumprimento das determinações judiciais.
A corporação também declarou que não compactua com desvios de conduta praticados por integrantes da instituição e reafirmou compromisso com a legalidade, a ética, a disciplina e a transparência institucional.
Segundo a Polícia Militar, os fatos seguem sob apuração pelos órgãos competentes e os investigados terão assegurados o devido processo legal, o contraditório e a ampla defesa, conforme previsto na legislação.
Entenda
A operação foi deflagrada pela Polícia Civil na manhã desta sexta-feira para cumprimento de 23 mandados de prisão preventiva e um mandado de afastamento das funções públicas contra policiais militares suspeitos de envolvimento em seis mortes registradas entre os dias 4 e 5 de fevereiro de 2022, em Miracema do Tocantins. As investigações também apuram o ataque a uma delegacia da Polícia Civil ocorrido no mesmo contexto dos homicídios.
De acordo com a investigação, os crimes teriam ocorrido após o assassinato de um policial militar na cidade. A Polícia Civil sustenta que há ligação entre as mortes e o ataque à unidade policial.
