A Polícia Civil do Tocantins, por meio da 6ª Divisão Especializada de Repressão ao Crime Organizado (6ª DEIC), cumpriu um mandado de prisão preventiva contra Maria Luiza da Silva Araújo Lopes, de 22 anos, também conhecida como “Malu Navalha” neste domingo, 13, em Lagoa da Confusão. A prisão é um desdobramento da operação realizada pela Polícia Civil do Distrito Federal na quinta-feira, 11, que investiga um grupo suspeito de envolvimento com agiotagem, extorsão, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

A ação foi realizada no Distrito Federal, em Goiás e no Tocantins. Ao todo, foram expedidos 47 mandados judiciais, sendo 12 de prisão preventiva, 18 de busca e apreensão e 17 de bloqueio de valores. As demais prisões ocorreram na quinta-feira, enquanto Maria Luiza foi localizada e presa neste domingo, no Tocantins.

Segundo as investigações, o grupo concedia empréstimos com juros de até 20% ao mês e realizava cobranças acompanhadas de ameaças contra pessoas que não conseguiam pagar as dívidas. A apuração estima que cerca de R$ 10 milhões tenham sido movimentados em oito meses.

A decisão judicial que determinou a prisão de Maria Luiza, aponta que ela foi identificada em imagens do edifício de uma das vítimas e seria usuária de um terminal utilizado nas cobranças investigadas.

O documento também registra o relato de uma vítima, que afirmou ter sido procurada por Maria Luiza após a prisão temporária de outros investigados. Conforme o relato apresentado à Justiça, ela teria ido até a residência da vítima para exigir uma cópia de depoimento e feito ameaças. Na ocasião, estaria acompanhada de um homem identificado como José Luiz, que estaria armado.

A investigação também cita movimentações financeiras entre Maria Luiza e outros investigados, além de mensagens, áudios, imagens, planilhas, relatórios policiais e dados bancários analisados durante a apuração.

A investigação teve início após um comerciante da Feira dos Goianos, em Taguatinga, no Distrito Federal, procurar a polícia por causa de um empréstimo. A partir da denúncia, os investigadores passaram a apurar a atuação do grupo na concessão de dinheiro, cobrança das dívidas e movimentação dos valores por meio de contas de familiares e empresas.

Durante a operação realizada na quinta-feira, foram apreendidos armas de fogo, munições, celulares, dinheiro, documentos, cheques e veículos. Entre os presos está um sargento reformado da Polícia Militar de Goiás, apontado pela investigação como integrante do grupo.

Os investigados são apurados por crimes de extorsão, organização criminosa armada e lavagem de dinheiro, além de outros delitos que poderão ser identificados no decorrer da investigação.