PT avalia impacto de filhos de Kátia em chapas rivais sobre eventual candidatura ao governo
29 maio 2026 às 08h44

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O ingresso da ex-senadora e ex-ministra Kátia Abreu no PT, oficializado em abril, abriu uma nova frente de discussão dentro do partido sobre os caminhos da eleição para o governo do Tocantins em 2026. Embora seu nome apareça entre as alternativas da legenda para a disputa majoritária, dirigentes admitem, reservadamente, que um dos temas em análise envolve a posição ocupada por seus filhos em grupos políticos distintos.
O senador Irajá Abreu está no PSD, partido que tem o vice-governador Laurez Moreira como pré-candidato ao Palácio Araguaia. Já o ex-vereador Iratã Abreu integra o PSDB, legenda que compõe o campo político do deputado federal Vicentinho Júnior. A avaliação de integrantes do PT é que uma eventual candidatura de Kátia precisaria conviver com questionamentos sobre a divisão familiar em projetos concorrentes na mesma eleição.
O debate ocorre paralelamente às conversas entre PT e PSD. As duas siglas mantêm diálogo sobre uma possível composição para 2026, mas ainda não há definição sobre o formato de uma aliança. Entre os petistas, a vaga de vice-governador aparece como uma das hipóteses colocadas à mesa nas tratativas.
O impasse passa pela montagem da chapa majoritária. No PSD, aliados de Laurez trabalham com a manutenção das candidaturas ao Senado do ex-governador Mauro Carlesse e de Irajá Abreu. No PT, interlocutores defendem que uma eventual aliança precisa contemplar espaço político compatível com o peso que o partido pretende exercer na disputa estadual.
