As campanhas de Professora Dorinha (União Brasil), Vicentinho Júnior (PSDB) e Laurez Moreira (PSD) concentram as maiores receitas declaradas na disputa pelo Governo do Tocantins. Nas três candidaturas, o principal financiador identificado é a direção nacional do próprio partido. Dorinha recebeu R$ 6 milhões do União Brasil, Vicentinho, R$ 4,19 milhões do PSDB, e Laurez, R$ 4,5 milhões do PSD.

O levantamento foi feito pelo Jornal Opção Tocantins com os arquivos de prestação de contas disponibilizados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Para permitir a comparação, foram usados os dados de uma mesma extração, gerada na segunda-feira, 28, às 4h15. As informações são declaradas pelas campanhas e podem ser atualizadas até a apresentação das contas finais.

Dorinha lidera em arrecadação, com R$ 6.841.850,31. Além dos R$ 6 milhões transferidos pela direção nacional do União Brasil, sua campanha recebeu R$ 531,2 mil do diretório estadual da legenda e R$ 103,3 mil do Republicanos no Tocantins. Entre os doadores pessoas físicas, aparecem Marcos Roberto Cruz, com R$ 50 mil, e Guilherme Borges Freitas, com R$ 40 mil. A candidata também declarou R$ 33,3 mil em recursos próprios.

A campanha de Vicentinho soma R$ 5.376.408 em receitas. O PSDB nacional responde por R$ 4,19 milhões desse valor. O diretório estadual do partido repassou R$ 243,8 mil, e a direção nacional do MDB, R$ 200 mil. O candidato declarou R$ 420 mil em repasses próprios, enquanto Amélio Cayres de Almeida, integrante da chapa como vice, aparece com uma contribuição de R$ 222.608.

Laurez declarou R$ 4.706.000. Desse total, R$ 4,5 milhões foram transferidos pela direção nacional do PSD com recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha, conhecido como Fundo Eleitoral. O candidato contribuiu com R$ 33 mil. Juarez Salim Moreira e Herbert Brito Barros aparecem na prestação de contas com R$ 30 mil cada.

O professor Witer Naves (PSOL) recebeu R$ 100 mil da direção nacional do partido. Du Pereira (DC) declarou R$ 500 em recursos próprios.

A origem do dinheiro é diferente na candidatura de Ataídes Oliveira (Novo). Dos R$ 432.500,01 declarados, R$ 412,5 mil foram aportados pelo próprio candidato. Nathalia de Souza Povoa doou R$ 20 mil. Há ainda um lançamento de um centavo, que completa o total registrado.

Na prestação de contas vinculada a Siqueira Campos Júnior (Democrata), constam R$ 101 em duas doações de pessoas físicas. 

Contratos e pagamentos

Dorinha declarou R$ 5,69 milhões em despesas contratadas, dos quais R$ 5,30 milhões constavam como pagos. Entre os maiores grupos de contratação estão serviços prestados por terceiros, com R$ 930 mil, publicidade por adesivos, com R$ 549,3 mil, produção de programas de rádio, televisão ou vídeo, com R$ 500 mil, e impulsionamento de conteúdos, com R$ 485 mil.

Vicentinho registrou R$ 3,43 milhões em despesas contratadas e R$ 2,66 milhões pagos. As maiores rubricas incluem produção audiovisual, com R$ 570 mil, atividades de militância e mobilização de rua, com R$ 535,4 mil, e impulsionamento de conteúdos, com R$ 500 mil.

Laurez declarou R$ 4,86 milhões em contratos e R$ 3 milhões em pagamentos. Os maiores valores foram classificados como serviços prestados por terceiros, com R$ 2,019 milhões, e doações financeiras a outros candidatos ou partidos, com R$ 837,5 mil. Como despesas contratadas incluem compromissos ainda não quitados, o valor pode superar a receita recebida até o momento da extração.

Na campanha de Ataídes, as despesas contratadas somam R$ 441,4 mil, com R$ 386,4 mil pagos. O impulsionamento de conteúdos representa R$ 351,5 mil do valor contratado.

Witer Naves contratou R$ 71,1 mil, principalmente em serviços prestados por terceiros (R$ 35,1 mil), locação ou cessão de veículos (R$ 15 mil), serviços advocatícios (R$ 10 mil) e contábeis (R$ 10 mil). Desse total, R$ 62,1 mil constavam como pagos.

Du Pereira declarou R$ 60,1 mil em despesas contratadas: R$ 35 mil em serviços advocatícios, R$ 12,1 mil em impulsionamento, R$ 7 mil em materiais impressos e R$ 6 mil em serviços contábeis. Na extração consultada, apenas R$ 230 apareciam como pagos. Siqueira Campos Júnior e Luiz Carlos Ferreira da Silva não tinham despesas registradas nos respectivos arquivos de prestação de contas.

A prestação de contas mostra o que as candidaturas informaram à Justiça Eleitoral até o recorte consultado. O registro de uma receita ou despesa não significa aprovação das contas pelo TSE, e os valores podem mudar com novas declarações ou correções.