O anúncio do prefeito de Dianópolis, José Salomão (PT), de que pretende renunciar ao cargo em 31 de março, com o objetivo de disputar uma vaga de deputado federal em 2026, passou a circular nos bastidores da política local acompanhado de diferentes leituras dentro do próprio campo aliado.

Essa decisão tem gerado frentes diferentes de relatos no campo político local, entre eles questionamentos reservados sobre o cenário que se desenha com a eventual posse do vice-prefeito, Hormides Rodrigues.

Entre essas avaliações, circula a interpretação de que a mudança poderia abrir espaço para um novo arranjo político na administração municipal. Hormides tem aparecido em agendas e manifestações públicas ao lado de lideranças como o senador Eduardo Gomes (PL) e o deputado federal Carlos Gaguim (UB), além de interlocução com o grupo da senadora Professora Dorinha (UB), pré-candidata ao governo do Tocantins e que deve figurar em campo oposto ao do PT na disputa majoritária.

Essas movimentações passaram a alimentar especulações entre adversários e também entre parte do grupo que apoiou Salomão. A leitura é de que a transição poderia alterar o alinhamento político da prefeitura.

O assunto ganhou novo capítulo após a circulação, em grupos de WhatsApp, de um áudio atribuído ao ex-prefeito Padre Gleibison. Na gravação, ele pede a aliados que evitem comentar publicamente a relação política entre ele e o vice-prefeito e sugere cautela até a data prevista para a renúncia.

Pactuado

Dirigentes do PT no Tocantins ouvidos pela reportagem afirmam que a transição estaria pactuada e tratam o vice como aliado da atual gestão. Segundo esses interlocutores, a situação política do município seguiria sob controle.

A expectativa em Dianópolis gira em torno da data anunciada para a renúncia, prevista para o fim de março. Até lá, lideranças locais acompanham os desdobramentos políticos ligados à sucessão administrativa.