Saiba quem são os presos pela PF por suspeita de compra de votos para candidato do PSDB em Gurupi
03 outubro 2026 às 17h44

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Três pessoas foram presas em flagrante, neste sábado, 3 de outubro, em Gurupi, por suspeita de envolvimento em compra de votos para Eduardo Andrade, candidato a deputado estadual pelo PSDB, número 45100. No Tocantins, o partido é presidido pelo candidato ao governo, Vicentinho Júnior.
O advogado Solano Donato negou qualquer relação de Vicentinho com o episódio e afirmou que eventual vinculação do nome dele ao caso será questionada judicialmente.
“O fato ocorrido em Gurupi não tem absolutamente nada a ver com Vicentinho Jr. A divulgação de vinculação com o candidato será questionada na justiça no âmbito Cível-eleitoral e criminal. Qualquer vinculação é exercício de má-fé”, afirmou Solano ao Jornal Opção Tocantins.
Após ser procurado pela reportagem, o advogado acrescentou: “Muito bom vocês me questionarem, porque fica registrado.”
Conforme informações do flagrante obtidas pelo Jornal Opção Tocantins, um dos presos é Migne Thiago de Oliveira Cabral, servidor da Universidade de Gurupi (UnirG). Ele é apontado como responsável por oferecer e entregar dinheiro com o objetivo de obter votos para Eduardo Andrade.
Também foram presas Silvana Carvalho de Souza e Maria Eloisa Carvalho Lima. Segundo o documento, cada uma teria recebido R$ 300 em espécie como contrapartida para votar no candidato a deputado estadual.
Os repasses teriam ocorrido, neste sábado, 3, nas imediações da IPOINT, localizada na Avenida São Paulo, esquina com a Rua 10, no Setor Central de Gurupi.
Segundo o registro, Migne foi preso pela suposta prática de corrupção eleitoral na modalidade de oferecimento e entrega de vantagem para obtenção de voto. Silvana e Maria Eloisa, por sua vez, foram detidas sob suspeita de receber vantagem em troca do voto.
Eduardo Andrade disputa uma vaga na Assembleia Legislativa pelo PSDB, mesmo partido de Vicentinho Júnior. O documento sobre o flagrante apresentado à reportagem não aponta participação de Vicentinho Júnior no suposto esquema.
As prisões ocorreram na véspera do primeiro turno das Eleições Gerais de 2026, marcado para este domingo, 4. Os fatos ainda serão apurados, e a prisão em flagrante não representa condenação.
