O Tocantins registrou saldo negativo de 743 postos de trabalho com carteira assinada em maio, resultado que colocou o estado entre os cinco com pior desempenho no período, ao lado de Rio Grande do Sul (-5.657), Goiás (-2.742), Santa Catarina (-662) e Alagoas (-75). De acordo com o ministro do Trabalho e Emprego, Rogério Marinho, a redução está relacionada à sazonalidade de atividades do setor agropecuário, embora o acumulado nacional continue apontando crescimento na geração de empregos formais.

Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados nesta terça-feira, 30, pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), mostram que o Brasil criou 72.260 vagas formais em maio, resultado de 2.207.303 admissões e 2.134.343 desligamentos, fazendo com que o saldo acumulado entre janeiro e maio alcançasse 767.326 novos postos de trabalho com carteira assinada, com desempenho positivo em todas as unidades da Federação no acumulado do ano.

O levantamento também aponta que o salário médio real das pessoas admitidas em maio foi de R$ 2.384,10, valor 0,75% inferior ao registrado em abril, mas 1,5% superior ao observado no mesmo mês de 2025, indicando aumento na comparação anual, apesar da leve retração em relação ao mês anterior.

Entre os setores da economia, Serviços concentrou o maior saldo de empregos em maio, com 45.655 vagas, seguido por Construção, que abriu 12.096 postos de trabalho, Agropecuária, com 10.205, Indústria, com 4.974, e Comércio, que encerrou o mês com saldo positivo de 40 vagas.

O desempenho do setor de Serviços foi impulsionado principalmente pelas áreas de Saúde Humana e Serviços Sociais, responsáveis por 14.478 vagas, Atividades Administrativas e Serviços Complementares, com 11.413, e Transporte, Armazenagem e Correio, que registraram saldo positivo de 6.227 postos de trabalho.

Na Agropecuária, a geração de empregos foi puxada pelas culturas de café, que responderam por 17.674 vagas, além da produção de laranja, com 2.458, e da cana-de-açúcar, com 828 postos, enquanto, na Construção, as obras de infraestrutura concentraram a maior parte das contratações ao somarem saldo positivo de 8.916 vagas.

Já na Indústria, os principais resultados vieram da fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias, com 3.232 postos de trabalho, da fabricação de produtos derivados do petróleo, biocombustíveis e coque, que respondeu por 2.294 vagas, e da fabricação de produtos alimentícios, que registrou saldo de 2.216 empregos.

No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, as maiores taxas de empregabilidade foram observadas nos segmentos de serviço doméstico, com 12,86%, administração pública, defesa e seguridade social, com 5,41%, construção civil, com 5,23%, e transporte, armazenagem e correio, que alcançou taxa de 1,99%.

Durante a divulgação do levantamento, o ministro Rogério Marinho também destacou a movimentação de beneficiários do Bolsa Família no mercado formal de trabalho e afirmou que, entre janeiro e abril, 1.451.616 pessoas vinculadas ao programa foram contratadas, enquanto 1.030.000 tiveram desligamentos, o que resultou em saldo positivo de 421 mil trabalhadores.