STF decide nesta terça-feira, 15, se Moraes pode ser investigado no caso Master
15 setembro 2026 às 08h13

COMPARTILHAR
O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) avalia nesta terça-feira, 15, se o ministro Alexandre de Moraes poderá ser investigado no caso que envolve supostas conversas com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A análise ocorre a partir de questionamentos sobre a legalidade da apuração conduzida pela Polícia Federal (PF), que identificou cerca de 50 mensagens trocadas por Vorcaro com um número atribuído ao ministro.
A sessão está prevista para começar às 10h e será conduzida pelo presidente do STF e relator do caso, ministro Edson Fachin. A discussão foi levada ao plenário após André Mendonça, que anteriormente relatava as investigações relacionadas ao Banco Master, encaminhar à Corte o material obtido pela PF.
As mensagens foram encontradas depois que a PF teve acesso ao conteúdo do celular de Vorcaro, que está preso no âmbito da Operação Compliance Zero. A investigação apura suspeitas de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master e a tentativa de aquisição da instituição pelo Banco de Brasília (BRB), banco público vinculado ao Governo do Distrito Federal (GDF).
Como será a sessão
Conforme o rito definido por Fachin, a sessão será aberta às 10h. Inicialmente, a secretária fará a leitura da ata da sessão anterior do STF. Depois, o relator fará as saudações aos ministros e chamará o processo para julgamento. Fachin deverá apresentar o relatório sobre o caso antes de conceder a palavra à Procuradoria-Geral da República (PGR). Depois da manifestação da procuradoria, será iniciada a votação.
O STF ainda não confirmou se Alexandre de Moraes participará da sessão. A presença de Dias Toffoli também não foi confirmada. Toffoli havia se declarado impedido de participar de julgamentos relacionados ao caso Master após a divulgação de informações sobre a propriedade de um resort adquirido por um fundo de investimentos ligado ao banco.
Além de Fachin e Mendonça, o plenário é formado pelos ministros Cristiano Zanin, Flávio Dino, Nunes Marques, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Gilmar Mendes. O rito pode ser interrompido caso algum ministro apresente uma questão de ordem. Também poderá haver pedido de vista, que suspende a análise para que um integrante da Corte examine o processo antes de apresentar seu voto.
O que a PF encontrou
O caso veio a público depois que Mendonça retirou o sigilo do procedimento em 1º de setembro e encaminhou as conversas para Fachin. Segundo as informações reunidas na investigação, Vorcaro teria trocado cerca de 50 mensagens com um número atribuído a Moraes antes de ser preso.
Moraes não era o relator do caso Master no STF. O contato com Vorcaro ocorreu em um período no qual o escritório de advocacia Barci de Moraes, pertencente à família do ministro, prestava serviços ao Banco Master.
Em 15 de novembro de 2025, Vorcaro demonstrou preocupação com o andamento das investigações da PF, que ainda tramitavam na primeira instância da Justiça Federal em Brasília. Na conversa, ele mencionou o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, ao questionar se seria possível reverter a situação.
Apesar da referência aos dois, não foram apresentados indícios de que Gonet ou Rodrigues tenham interferido nas investigações.
No dia seguinte, Vorcaro mencionou o juiz Ricardo Leite, que naquele período era responsável pelas investigações na Justiça Federal, e perguntou sobre a possibilidade de ser preso. Em 17 de novembro
