Três Terras Indígenas (TIs) localizadas no Tocantins estão entre as áreas indígenas com maior número de focos de incêndio registrados no Brasil neste domingo, 20, e nesta segunda-feira, 21, segundo dados da plataforma de monitoramento e alerta de fogo do Cerrado, desenvolvida pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

A Terra Indígena Apinayé, no norte do Tocantins, aparece na primeira posição do levantamento, com dez focos, o equivalente a 13,5% dos 74 registros contabilizados no período. Na sequência está a TI Utaria Wyhyna/Irôdu Iràna, também no Tocantins, com oito focos, ou 10,8% do total.

A terceira área do Estado entre as primeiras colocadas é a TI Inawébohona, que registrou quatro focos no intervalo analisado. Ela aparece empatada com a TI Xakriabá, em Minas Gerais.

O levantamento reúne 74 focos de incêndio em Terras Indígenas de diferentes estados brasileiros. Depois das duas áreas do Tocantins que lideram a lista, aparecem a TI Apterewa, no Pará, e a TI Cana Brava/Guajajara, no Maranhão, com seis focos cada. A TI Porquinhos dos Canela-Apãnjekra, também no Maranhão, registrou cinco focos.

Além das três terras indígenas tocantinenses entre as primeiras posições, o levantamento inclui outras áreas do Estado: TI Parque do Araguaia, com três focos; e TI Kraolândia e TI Taego Ãwa, com dois focos cada.

Os dados fazem parte do Projeto Plataforma Digital para Monitoramento e Alerta de Fogo na Vegetação no Cerrado Brasileiro (ProCerrado), desenvolvido pelo INPE no âmbito de uma iniciativa de cooperação entre Brasil e Reino Unido, com apoio do Banco Mundial. O projeto tem como objetivo aprimorar o monitoramento do fogo e contribuir para a gestão dos recursos naturais no Cerrado.