Unitins terá novo câmpus em Augustinópolis com investimento de R$ 25 milhões e prazo de dois anos para conclusão
22 abril 2026 às 15h39

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A construção do novo câmpus da Universidade Estadual do Tocantins (Unitins) em Augustinópolis foi oficialmente autorizada nesta quarta-feira, 22, com a assinatura da Ordem de Serviço pelo governador do Tocantins, Wanderlei Barbosa (Republicanos). A obra, aguardada para ampliar a estrutura do ensino superior na região do Bico do Papagaio, contará com investimento de R$ 25 milhões.
A nova unidade será construída em um terreno de 30 mil m², com área superior a 6 mil m² destinada às atividades acadêmicas, administrativas e à futura expansão da universidade no município. O prazo estimado para conclusão da obra é de dois anos.
Na ocasião, o governador Wanderlei Barbosa destacou a importância do investimento para o fortalecimento do ensino superior e o desenvolvimento regional. “Nós temos que investir nas universidades, porque é por meio delas que garantimos oportunidade e desenvolvimento para a nossa população. Aqui em Augustinópolis, vamos construir um espaço moderno, adequado e à altura do que a população do Bico do Papagaio merece. Parabenizo toda a gestão, servidores e estudantes da Unitins, que fazem da universidade um verdadeiro instrumento de transformação. Nossa educação melhorou muito, em todos os níveis e vamos continuar avançando”, pontuou.
O reitor da Unitins, Augusto Rezende, enfatizou que a instituição está presente em 27 municípios e cumpre um papel que vai além da formação acadêmica. “Este é um momento de trabalho e união em torno de um propósito maior, que é fazer o melhor para o Tocantins. A história da Unitins em Augustinópolis começou a ser construída em 2014, transformando desafios em oportunidades. Avançamos com a ampliação de cursos e a implantação do curso de Medicina, que foi um divisor de águas para a região. Agora, damos mais um passo com a construção da sede própria”, evidenciou.
O projeto do novo câmpus prevê infraestrutura voltada às atividades de ensino, pesquisa e extensão, com espaços planejados para atender estudantes, professores e servidores. A unidade contará com 30 salas de aula, além de salas de orientação e atendimento aos acadêmicos, espaços destinados ao corpo docente e setor administrativo.
Também estão previstos laboratórios de informática, biblioteca com área de 200 m² e auditório com capacidade para 150 pessoas. O projeto inclui ainda áreas de convivência, pátio coberto com mais de 570 m² e cantina.
A estrutura contempla medidas de acessibilidade e conforto, com foco em iluminação natural, ventilação, conforto térmico e implantação de rampas de acesso. O espaço também terá guarita, bicicletário e estacionamento com 4.850 m².
Em Augustinópolis, a Unitins oferece atualmente os cursos de Ciências Contábeis, Direito, Enfermagem e Medicina, ampliando a formação de profissionais em áreas estratégicas para a região.
O prefeito de Augustinópolis, Roni Teodoro, ressaltou a parceria institucional para implantação do projeto. “Quando a Unitins apresentou a necessidade de uma área, colocamos à disposição o que fosse necessário. Hoje [quarta-feira, 22], ver esse projeto se tornando realidade é motivo de orgulho para toda a população”, reforçou.
O diretor do câmpus de Augustinópolis, Marcos Aurélio Cavalcante Aires, destacou que o momento é um marco histórico. “Vivenciar o início dessa nova estrutura é extremamente significativo. A consolidação do câmpus fortalece a qualidade do ensino e amplia as ações de pesquisa e extensão. Esse avanço representa um impacto direto no desenvolvimento econômico, social e sustentável da região do Bico do Papagaio”, expressou.
A estudante do 5º período do curso de Enfermagem da Unitins, Maria Vitória Sampaio Sousa, natural de Araguatins, declarou que a nova estrutura representa um avanço para a comunidade acadêmica. “Eu espero que esta nova fase agregue ainda mais para os alunos e os futuros estudantes, além de contribuir para a geração de oportunidades na região”, concluiu.
Geração de empregos
A execução da obra deve movimentar a economia local, com previsão de contratação de trabalhadores da própria região. A medida também deve impactar a cadeia produtiva e ampliar oportunidades de emprego e renda no Bico do Papagaio.
