Paulo Mourão diz que Senado não pode ignorar 99 mil tocantinenses na escala 6×1
22 julho 2026 às 13h09

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O pré-candidato ao Senado Paulo Mourão (PT) voltou a defender a aprovação da proposta de emenda à Constituição que substitui a escala 6×1 pelo modelo de cinco dias de trabalho e dois de descanso. Ao abordar o tema, o ex-prefeito de Porto Nacional recorreu a dados do Ministério do Trabalho e Emprego para sustentar a necessidade de mudanças na jornada de trabalho no país.
Segundo números extraídos do sistema eSocial, 99.525 trabalhadores tocantinenses cumprem atualmente a escala de seis dias de trabalho para um de descanso. Mourão também citou levantamento segundo o qual trabalhadores submetidos a jornadas semanais de 44 horas recebem, em média, 57,7% menos do que aqueles que trabalham até 40 horas por semana.
“Não sou eu quem está dizendo, é o Ministério do Trabalho e o eSocial. Nós temos exatamente 99.525 trabalhadores do Tocantins, pais e mães de família, trabalhando na escala 6×1. E o mais triste é que o estudo do Ipea nos mostra a injustiça financeira: quem está nessa escala exaustiva, entregando mais dias da sua vida ao trabalho, chega a ganhar, em média, 57,7% a menos do que quem tem o fim de semana livre. O Senado não pode fechar os olhos para isso”, afirmou.
Para o pré-candidato, a discussão sobre a redução da jornada não envolve apenas direitos trabalhistas, mas também questões relacionadas à saúde, à produtividade e à economia. Mourão argumenta que trabalhadores com mais tempo para descanso e convivência familiar tendem a adoecer menos e a movimentar setores como o comércio e os serviços.
“Como gestor, eu provo com resultados: o trabalhador que descansa, que tem tempo para a família e para cuidar da saúde, adoece menos, produz com mais qualidade e ainda movimenta a economia e o comércio nos fins de semana. A aprovação dessa PEC no Senado é uma questão de inteligência econômica e, acima de tudo, de humanidade”, declarou.
Mourão afirmou ainda que o debate exigirá diálogo entre o Congresso, trabalhadores e o setor produtivo. “A tecnologia avançou, a produtividade das empresas cresceu, mas o tempo de descanso do trabalhador do comércio, dos supermercados e dos serviços ficou congelado no século passado. O Senado precisa de homens públicos sérios e independentes para enfrentar essa discussão. Nós vamos lutar para mudar essa realidade”, concluiu.
