A rejeição do nome do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o Supremo Tribunal Federal segue provocando reações no campo político. No Tocantins, o presidente estadual do Partido dos Trabalhadores, Nile William, criticou a decisão do Senado e ampliou o tom das manifestações.

Em publicação nas redes sociais, ele afirmou que a recusa à indicação “prejudica a agenda do Judiciário brasileiro” e destacou o perfil do indicado. “O Senado recusou a nomeação de um homem evangélico, doutor em Direito, reconhecido por seu notável conhecimento jurídico e conduta ilibada”, escreveu.

Na sequência, o dirigente partidário associou o resultado da votação a disputas políticas nacionais e fez críticas diretas aos parlamentares que votaram contra a indicação. Segundo ele, os mesmos senadores que rejeitaram o nome estariam alinhados a pautas como taxação do Pix, abertura de recursos naturais a interesses estrangeiros e redução de investimentos públicos.

“Não são apenas contra Lula, são contra o desenvolvimento, a soberania e o futuro do Brasil”, afirmou.

Escalada de discursos

A manifestação se soma a outras reações de aliados do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva após a derrota no Senado, que rejeitou a indicação presidencial ao Supremo, situação sem registro semelhante desde o século XIX.

O episódio tem sido utilizado por lideranças políticas para reforçar posicionamentos e dialogar com diferentes segmentos do eleitorado, com leituras que vão da crítica institucional à ampliação do embate político.

No Tocantins, a repercussão mobiliza atores ligados a diferentes campos políticos, em um cenário de pré-disputa eleitoral em que temas nacionais passam a ser incorporados ao debate local.