Após o travamento da proposta que autoriza contrato de até R$ 56 milhões com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o governo do Tocantins reagiu e contestou a leitura de derrota política na Assembleia Legislativa.

Em conversa com a equipe do Jornal Opção Tocantins na manhã desta quinta-feira, 16, secretários do governo afirmaram que o impasse não representa revés para a gestão, mas impacto direto sobre a população.

Segundo integrantes do executivo, os recursos, classificados como não reembolsáveis, deixariam de ser aplicados em áreas consideradas estratégicas, com efeito principalmente sobre produtores rurais e ações ambientais. A avaliação interna é de que a retenção do projeto nas comissões atende a interesses políticos.

Os secretários apontam que a proposta não avançou por decisão dos presidentes das comissões responsáveis, citando que a matéria não foi levada à votação. Nos bastidores do governo, a leitura é de que houve uma ação deliberada para interromper a tramitação.

A gestão estadual também sustenta que a perda do prazo pode comprometer políticas públicas já estruturadas. Entre os pontos citados estão investimentos no Cadastro Ambiental Rural (CAR), regularização ambiental e assistência técnica no campo.

De acordo com o governo, somente o CAR concentra um universo de cerca de 90 mil beneficiários no estado. A não liberação dos recursos, nesse cenário, afetaria diretamente esse público.

O projeto, vinculado ao Fundo Amazônia, segue sem previsão de avanço imediato na Assembleia. O executivo informou que deve solicitar ao BNDES a prorrogação do prazo por mais 60 dias para tentar viabilizar a operação. Ainda nesta quinta-feira, está prevista uma coletiva de imprensa em que o governador deve se manifestar sobre o caso e outros assuntos relacionados à agenda administrativa.

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