A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Tocantins (Fecomércio-TO) informou neste sábado, 29, que aderiu à campanha nacional que defende mais cautela na discussão da proposta de emenda à Constituição que altera a jornada de trabalho e prevê o fim da escala 6×1. A mobilização é liderada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e reúne federações e sindicatos empresariais ligados ao Sistema Comércio.

Com o lema “A conta já está alta demais. Mudança das regras do trabalho às vésperas da eleição? Agora não.”, a campanha ocorre neste sábado e domingo, 30, e é direcionada aos senadores. Segundo as entidades, uma alteração constitucional dessa dimensão deveria passar por uma discussão mais ampla antes de avançar no Congresso Nacional.

No posicionamento divulgado à imprensa, a Fecomércio-TO acompanha a avaliação da CNC de que mudanças na jornada podem elevar os custos de setores com maior dependência de mão de obra. As entidades apontam como possíveis consequências aumento de preços ao consumidor, redução na geração de vagas e crescimento da informalidade, além de efeitos mais acentuados sobre micro e pequenas empresas.

O presidente do Sistema Fecomércio-Sesc-Senac e IFPD Tocantins, Domingos Tavares, afirmou que eventuais mudanças nas relações de trabalho precisam considerar as diferenças entre atividades econômicas, empresas, trabalhadores e regiões do país.

“Defendemos que qualquer mudança nas relações de trabalho seja construída com responsabilidade, diálogo e segurança jurídica. O comércio e os serviços são grandes geradores de emprego e renda e precisam ter condições de continuar crescendo e mantendo postos de trabalho. Uma decisão dessa dimensão exige análise técnica e a participação de trabalhadores, empresários e do poder público, considerando também as particularidades de cada setor e de cada região do País”, afirmou.

A CNC também defende que eventuais adequações das jornadas continuem sendo feitas por meio de convenções coletivas, com negociação entre trabalhadores e empregadores de acordo com as características de cada atividade. A confederação afirma não ser contrária ao debate sobre o bem-estar dos trabalhadores, mas sustenta que uma mudança constitucional nas regras trabalhistas não deveria ocorrer sob a pressão do calendário eleitoral.