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Colapso
Queda da ponte JK obrigou mais de 50% das empresas de Aguiarnópolis a demitirem funcionários, revela pesquisa

Um relatório técnico realizado com 28 empresas de diferentes segmentos da economia de Aguiarnópolis mostrou que, após a queda da Ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira, 51,85% das empresas precisaram demitir funcionários. Entre aquelas que ainda não reduziram o quadro, 88,46% declararam que terão de dispensar empregados caso a situação econômica gerada pela interrupção da ponte persista.

As entrevistas foram conduzidas nos dias 6 e 7 de janeiro de 2025 pela Comissão Pró-ACISPERAR-TO - Associação Comercial, Industrial, de Serviços e Agronegócio de Aguiarnópolis. O levantamento foi coordenado pelo ex-juiz e advogado Márlon Reis, doutor em Sociologia Jurídica e Instituições Políticas pela Universidad de Zaragoza, Espanha.

Dos dados coletados, 89,29% das empresas afirmaram que seus clientes dependiam da ponte para acessar Aguiarnópolis, enquanto 10,71% informaram que a interrupção não impactou sua clientela. Segundo o pesquisador, essa dependência direta da ponte evidencia a relevância estratégica dessa estrutura para a economia local.

A redução no volume de vendas e serviços prestados foi um dos principais impactos relatados pelos empresários. Entre os respondentes, 25% reportaram queda de 10% a 20% no faturamento mensal, 32,14% indicaram perdas entre 21% e 50%, 21,43% registraram queda entre 50% e 75%, e 17,86% relataram redução superior a 75%. Apenas 3,57% disseram não ter sofrido impactos financeiros.

A dificuldade no pagamento de débitos também se destacou na pesquisa. Entre os entrevistados, 92,86% afirmaram estar enfrentando dificuldades para quitar seus compromissos financeiros, enquanto apenas 7,14% declararam não ter esse problema.

A pesquisa também identificou os principais desafios logísticos enfrentados após a queda da ponte. Para 53,57% das empresas, a maior dificuldade foi a redução no acesso de clientes. O aumento dos custos operacionais foi apontado por 28,57% dos entrevistados, e 14,29% destacaram problemas no transporte de mercadorias.

A percepção dos empresários em relação ao suporte das autoridades federais foi majoritariamente negativa. Do total, 53,57% avaliaram a resposta governamental como muito ruim, 39,29% como ruim, 3,57% consideraram regular, e apenas 3,57% classificaram como boa. Nenhum dos entrevistados avaliou o suporte como muito bom, indicando uma insatisfação generalizada quanto às medidas adotadas para mitigar a crise.

A população de Aguiarnópolis foi estimada em 4.537 habitantes em 2024. Para o pesquisador, os resultados demonstram que a queda da Ponte JK teve um impacto severo sobre a economia da cidade. “A interrupção do tráfego comprometeu o fluxo de clientes, reduziu drasticamente o faturamento das empresas e impôs dificuldades financeiras aos empresários. A alta taxa de demissões já realizadas e a previsão de novas dispensas refletem o impacto social da crise, com riscos de agravamento se a situação não for resolvida em curto prazo”, afirma no relatório.

Reis acrescenta que a dificuldade logística, a elevação dos custos operacionais e a insatisfação com o suporte governamental são elementos centrais do cenário enfrentado pelos empresários locais. “Os dados demonstram que a economia da cidade atravessa um momento crítico, afetando não apenas os empresários, mas também os trabalhadores e consumidores da região”, conclui.

Perfil das empresas

A pesquisa abrangeu empresas de diferentes portes e setores, fornecendo um panorama abrangente da economia local. Entre os participantes, 10,71% das empresas estavam em operação há menos de um ano, 57,14% tinham entre um e cinco anos de atividade, 3,57% operavam entre seis e dez anos, e 28,57% estavam estabelecidas há mais de dez anos. Esses dados mostram que a maioria das empresas consultadas já está consolidada no mercado, indicando que a crise afeta tanto negócios recentes quanto estabelecidos.

Em relação ao faturamento mensal médio antes da queda da ponte, 88,46% das empresas registravam receitas de até R$ 50 mil, 3,85% tinham faturamento de até R$ 150 mil, e 7,69% apresentavam receita superior a esse valor. Esses números confirmam que a economia local é predominantemente composta por pequenos negócios, que possuem menor capacidade de absorver choques econômicos de grande magnitude.

Quanto ao número de empregados, 77,78% das empresas afirmaram ter entre um e cinco funcionários, 7,41% declararam possuir entre seis e dez, e 14,81% contavam com um quadro entre dez e cinquenta colaboradores. Nenhuma das empresas consultadas possuía mais de cinquenta funcionários.

Estreito

A ACISAPE também realizou uma pesquisa com 107 empresas entre os dias 3 e 7 de janeiro de 2025, analisando os impactos econômicos da queda da Ponte Juscelino Kubitschek em Estreito. Diferentemente de Aguiarnópolis, onde mais de 50% das empresas precisaram demitir funcionários, em Estreito a maior dificuldade relatada foi o aumento dos custos operacionais, afetando 41,51% das empresas. Essa distinção reflete como a dependência da ponte impactou as economias locais de formas distintas, apesar do contexto comum de crise. O estudo revelou que 99,07% das empresas dependiam do fluxo de clientes pela ponte, e 96,26% relataram queda no movimento de consumidores. Aproximadamente 84% das empresas sofreram perdas superiores a 20% no faturamento mensal, com 43% enfrentando reduções acima de 50%.

A interrupção também afetou a cadeia de abastecimento: 74,28% das empresas enfrentaram atrasos e aumento de custos, e 41,51% precisaram reajustar os preços. A maioria dos negócios em Estreito é de pequeno e médio porte, o que os torna mais vulneráveis a crises. O relatório conclui que a situação gerou uma crise severa na economia local, com desafios logísticos, redução de receitas e insatisfação quanto ao suporte governamental.

Relembre o caso

O desabamento da Ponte Juscelino Kubitschek, que liga os municípios de Aguiarnópolis (TO) e Estreito (MA), ocorrido em 22 de dezembro de 2024, resultou na queda de nove veículos no Rio Tocantins. Ao todo, 18 pessoas estavam envolvidas no colapso. Dessas vítimas, uma sobreviveu, enquanto 14 corpos foram encontrados. Três pessoas ainda encontram-se desaparecidas.

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Uma força-tarefa foi criada para acelerar a identificação e a liberação dos corpos das vítimas do desabamento parcial da ponte Juscelino Kubitschek, que conecta os estados do Tocantins e do Maranhão. A operação, fruto de uma parceria entre a Secretaria da Segurança Pública do Tocantins e a Prefeitura de Tocantinópolis, resultou na instalação de um Núcleo de Medicina Legal avançado no aeroporto da cidade.

No local, uma equipe especializada composta por um perito oficial médico, peritos criminais, agentes de necrotomia e papiloscopistas trabalha nas buscas. O chefe do Núcleo de Medicina Legal de Tocantinópolis, Hydelgardo Henrique Martins Costa, explicou a estrutura montada: “São duas tendas,  uma para os familiares e outra para as equipes onde faremos o trabalho de identificação e liberação dos corpos. É o mínimo que poderíamos fazer para aliviar a angústia dessas pessoas e possibilitar que elas possam em breve, velar e sepultar seus entes queridos”, declarou.

O secretário da Segurança Pública, Wlademir Mota Oliveira, ressaltou a importância da colaboração entre instituições neste momento de luto. “Estamos em uma data festiva em que muitas dessas pessoas tinham planos de passar o Natal com seus familiares, mas infelizmente foram vítimas desse desabamento. Neste momento de dor é fundamental que haja celeridade nos trabalhos de identificação para que os corpos sejam liberados e as famílias e os amigos possam se despedir”, disse o secretário.

As buscas no Rio Tocantins, conduzidas por uma equipe de mergulho composta por bombeiros militares do Tocantins e do Maranhão e liderada pela Marinha do Brasil, avançaram na quarta-feira, 25. Duas vítimas foram encontradas por volta das 16h30 e levadas ao Núcleo de Medicina Legal para os exames necessários à identificação e posterior liberação. Entre as vítimas encontradas está o corpo de um homem, já resgatado da cabine de um caminhão DAF carregado com MDF, e o de uma mulher. Até o momento, seis mortes foram confirmadas, e outras 11 pessoas continuam desaparecidas.

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