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Meio Ambiente
Ibama confirma vazamento de 23 mil litros de ácido sulfúrico no Rio Tocantins após desabamento da ponte Juscelino Kubitschek

Colapso da estrutura deixou 17 mortos, três ainda encontram-se desaparecidos. Uma pessoa sobreviveu.

Buscas
Mergulhadores da Marinha do Brasil atuam em resgate no desabamento da Ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira

Profundidades no local do desabamento chegam a mais de 40 metros, o que aumenta os riscos e exige alta qualificação dos mergulhadores

Divisa TO-MA
Equipes resgatam mais um corpo após colapso de ponte; número de mortos encontrados chega a 14

Marinha do Brasil e bombeiros do Tocantins, Maranhão e Pará ainda tentam localizar quatro vítimas no rio Tocantins

Travessia
Balsa entre Aguiarnópolis e Estreito só funcionará após cumprimento de normativas da Marinha do Brasil

Operação está sendo articulada pelo governo do Tocantins, governo federal e o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit)

Rio Tocantins
Mergulhadores retomam buscas por vítimas na Ponte Juscelino Kubitschek após constatarem segurança na estrutura

Trabalho está sendo feito com drones subaquáticos e sonar de varredura lateral

Acidente
Ibama notifica empresas para remoção de caminhões submersos no Rio Tocantins após desabamento da ponte na BR-226

Agência Nacional de Águas realiza a primeira reunião da Sala de Crise sobre os impactos do acidente na qualidade da água e segurança das captações de abastecimento público

Famílias não deveriam ter que implorar por respeito aos seus entes submersos no Rio Tocantins

Na semana do Natal, época de reunir famílias e encurtar distâncias após um ano de trabalho, pelo menos 20 famílias vivem um pesadelo. A ponte que interliga os estados do Tocantins e Maranhão desabou, arrastando consigo vidas, sonhos e o mínimo de dignidade que lhes era devido. A tragédia expõe a negligência com a estrutura da ponte, construída na década de 1960 e alvo de alertas sobre sua precariedade.

Além da dor pela perda irreparável, as famílias enfrentam o trauma devastador de cenas grotescas nas redes sociais: vídeos e imagens dos corpos das vítimas sendo resgatados ou emergindo das águas, muitas vezes sem nenhum tipo de filtro ou respeito. Algumas dessas imagens são compartilhadas por aqueles que deveriam proteger a integridade das vítimas e de seus familiares.

Equipes trabalham incansavelmente há cinco dias para resgatar os corpos submersos no Rio Tocantins. Porém, ao invés de alento, os familiares têm que suportar um duplo desrespeito: primeiro, pela omissão governamental que deixou a ponte deteriorar ao ponto do colapso; segundo, pelo vilipêndio dos cadáveres, expostos de forma cruel e insensível em busca de likes nas redes sociais.

Uma mãe, que ainda espera encontrar o corpo do filho de apenas 10 anos, precisou implorar para que imagens do menino não fossem divulgadas. Ele viajava com os avós quando a tragédia aconteceu. Fotos do arquivo pessoal da criança já circulam nas redes, usadas de maneira irresponsável e dolorosa.

Outra família descreveu o choque ao saber que os pais envolvidos no acidente estavam sendo tratados com desumanidade. Não bastasse a dor da perda, a exposição midiática amplifica o sofrimento. É assustador que esses conteúdos sejam divulgados por quem deveria proteger, e não expor, as vítimas.

Vale lembrar: vilipêndio de cadáver é crime previsto no Código Penal, com pena de até três anos de prisão. Mas, mais do que uma questão legal, o momento exige humanidade e respeito pelo luto dessas famílias, que agora suplicam: "Respeitem nossa dor."