Resultados do marcador: Maranhão
Ibama solicitou monitoramento contínuo e análise detalhada de riscos antes de qualquer tentativa de retirada do veículo com ácido sulfúrico
Áreas ao redor da ponte passaram por minuciosa varredura, resultando na localização de 14 corpos
Colapso da estrutura deixou 17 mortos, três ainda encontram-se desaparecidos. Uma pessoa sobreviveu.
Profundidades no local do desabamento chegam a mais de 40 metros, o que aumenta os riscos e exige alta qualificação dos mergulhadores
Marinha do Brasil e bombeiros do Tocantins, Maranhão e Pará ainda tentam localizar quatro vítimas no rio Tocantins
Operação está sendo articulada pelo governo do Tocantins, governo federal e o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit)
Corpo foi retirado de dentro de uma Triton prata
Trabalho está sendo feito com drones subaquáticos e sonar de varredura lateral
Agência Nacional de Águas realiza a primeira reunião da Sala de Crise sobre os impactos do acidente na qualidade da água e segurança das captações de abastecimento público
Na semana do Natal, época de reunir famílias e encurtar distâncias após um ano de trabalho, pelo menos 20 famílias vivem um pesadelo. A ponte que interliga os estados do Tocantins e Maranhão desabou, arrastando consigo vidas, sonhos e o mínimo de dignidade que lhes era devido. A tragédia expõe a negligência com a estrutura da ponte, construída na década de 1960 e alvo de alertas sobre sua precariedade.
Além da dor pela perda irreparável, as famílias enfrentam o trauma devastador de cenas grotescas nas redes sociais: vídeos e imagens dos corpos das vítimas sendo resgatados ou emergindo das águas, muitas vezes sem nenhum tipo de filtro ou respeito. Algumas dessas imagens são compartilhadas por aqueles que deveriam proteger a integridade das vítimas e de seus familiares.
Equipes trabalham incansavelmente há cinco dias para resgatar os corpos submersos no Rio Tocantins. Porém, ao invés de alento, os familiares têm que suportar um duplo desrespeito: primeiro, pela omissão governamental que deixou a ponte deteriorar ao ponto do colapso; segundo, pelo vilipêndio dos cadáveres, expostos de forma cruel e insensível em busca de likes nas redes sociais.
Uma mãe, que ainda espera encontrar o corpo do filho de apenas 10 anos, precisou implorar para que imagens do menino não fossem divulgadas. Ele viajava com os avós quando a tragédia aconteceu. Fotos do arquivo pessoal da criança já circulam nas redes, usadas de maneira irresponsável e dolorosa.
Outra família descreveu o choque ao saber que os pais envolvidos no acidente estavam sendo tratados com desumanidade. Não bastasse a dor da perda, a exposição midiática amplifica o sofrimento. É assustador que esses conteúdos sejam divulgados por quem deveria proteger, e não expor, as vítimas.
Vale lembrar: vilipêndio de cadáver é crime previsto no Código Penal, com pena de até três anos de prisão. Mas, mais do que uma questão legal, o momento exige humanidade e respeito pelo luto dessas famílias, que agora suplicam: "Respeitem nossa dor."
