Pré-candidato ao governo, Laurez afirma que crise do Master deve escalar no Tocantins
16 abril 2026 às 15h36

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O vice-governador do Tocantins, Laurez Moreira, pré-candidato ao governo pelo PSD, afirmou em nota nesta quinta-feira, 16, que a crise envolvendo o Banco Master pode ter desdobramentos no estado e associou o cenário à atuação do Banco de Brasília no Tocantins.
Ele citou a prisão do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, durante nova fase da Operação Compliance Zero, e afirmou que o episódio amplia as dúvidas sobre contratos firmados pela instituição. Laurez mencionou a decisão do governo de Wanderlei Barbosa (Republicanos) de transferir a folha de pagamento dos servidores estaduais do Banco do Brasil para o BRB.
De acordo com as investigações da Polícia Federal, Paulo Henrique Costa é suspeito de descumprir práticas de governança e de favorecer negócios entre o BRB e o Banco Master sem garantias adequadas.
Para o vice-governador, a operação entre o governo do Tocantins e o BRB, formalizada no fim de 2024, “é no mínimo polêmica” e requer esclarecimentos. Ele também questionou a dispensa de licitação e lembrou que, à época da mudança, o banco tinha presença limitada no Estado.
Laurez mencionou ainda a aquisição, pelo BRB, de passivos relacionados a progressões não pagas a servidores. Segundo ele, há insatisfação com o modelo adotado, com relatos de que a estrutura do contrato se aproxima de operações de crédito consignado, com responsabilização direta do servidor.
