Diocleci Ramos Veloso, de 71 anos, está desaparecido há cerca de três meses depois de sair de casa, em Gurupi, na região sul do Tocantins, no dia 16 de maio, com a intenção de ir a um comércio. Desde então, ele não foi mais visto, e a família ainda não conseguiu descobrir para onde o idoso foi ou obter informações que indiquem onde ele possa estar.

Diocleci morava sozinho em Gurupi, enquanto a filha, Gilvania da Silva Ramos, reside em Peixe, também na região sul do estado. Segundo ela, a família só tomou conhecimento do desaparecimento alguns dias depois, quando um conhecido entrou em contato para informar que o idoso não havia sido localizado.

Após tomar conhecimento do caso, a família registrou um boletim de ocorrência e passou a acompanhar as buscas realizadas pelas autoridades. Nesta quinta-feira, 27, porém, Gilvania relatou que o pai continua desaparecido e afirmou que ainda não recebeu novas informações das autoridades policiais capazes de indicar o paradeiro do idoso.

Em nota divulgada à reportagem, a Secretaria da Segurança Pública do Tocantins (SSP/TO) informou que a Polícia Civil continua investigando o desaparecimento por meio da 8ª Divisão Especializada de Combate ao Crime Organizado (8ª Deic), em Gurupi. De acordo com a pasta, possíveis testemunhas já foram ouvidas e diferentes diligências foram realizadas desde o início da investigação, incluindo uma busca em uma área de mata onde havia a possibilidade de que Diocleci estivesse.

A ação contou com o apoio do Corpo de Bombeiros Militar, mas o idoso não foi localizado durante a busca. A SSP informou que as diligências permanecem em andamento e que outras informações serão divulgadas em momento oportuno, para evitar prejuízos ao trabalho de investigação.

A secretaria também orienta que qualquer pessoa que tenha informações ou pistas capazes de contribuir para a localização de Diocleci entre em contato diretamente com a 8ª Deic, pelo telefone ou WhatsApp (63) 3901-7457.

Desaparecimentos aumentam no Tocantins

O caso de Diocleci ocorre em meio ao aumento dos registros de desaparecimento de pessoas no Tocantins. Conforme dados do 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, o estado registrou 558 desaparecimentos em 2024, número que chegou a 616 em 2025, representando crescimento de 9,7% em um ano.

A taxa de desaparecimentos também aumentou no período, passando de 35,4 para 38,8 casos a cada 100 mil habitantes. Paralelamente, o número de pessoas localizadas subiu de 236, em 2024, para 317, em 2025.

O levantamento faz uma ressalva sobre os dados de localização, explicando que as pessoas encontradas em determinado ano não necessariamente correspondem àquelas que desapareceram no mesmo período. Segundo o anuário, essa diferença pode ocorrer devido a dificuldades de padronização dos registros, à ausência de comunicação às autoridades quando familiares ou outras pessoas encontram alguém desaparecido e à falta de integração entre os sistemas das áreas de segurança pública, saúde e assistência social.

Já os dados de 2026 disponíveis no painel de estatísticas da Secretaria da Segurança Pública apontam 430 registros de desaparecimento no Tocantins até o momento. Palmas, Araguaína e Gurupi estão entre os municípios que concentram o maior número de ocorrências no estado.