Beneficiários de moradias populares em Palmas que descumprirem as regras de ocupação dos imóveis poderão perder as unidades, caso as irregularidades sejam confirmadas em processo administrativo. Para conduzir essas apurações, a Prefeitura de Palmas instituiu uma Comissão Permanente Processante vinculada à Secretaria Municipal de Infraestrutura e Habitação (Seihab). A portaria com a composição do grupo foi publicada no Diário Oficial do Município na terça-feira, 27.

A apuração poderá abranger imóveis de empreendimentos habitacionais de interesse social, com atenção especial às unidades vinculadas ao Programa Urbanização, Regularização e Integração de Assentamentos Precários, do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Entre as condutas que poderão ser investigadas estão o abandono das moradias, a locação dos imóveis ou a transferência para terceiros sem autorização, além do desrespeito às regras de convivência dos residenciais. Dependendo do resultado do processo e das previsões legais ou contratuais aplicáveis, as consequências poderão incluir a retomada da unidade e o impedimento de participação em outros programas habitacionais, inclusive nacionais.

Antes de qualquer decisão, os beneficiários notificados poderão apresentar documentos, argumentos e provas em sua defesa. A comissão deverá analisar essas manifestações e reunir os elementos necessários para esclarecer cada situação.

De acordo com o secretário-executivo de Habitação da Seihab, Hebert Veras, a apuração poderá contar com vistorias, laudos, relatórios técnicos e outros documentos produzidos por servidores da secretaria. A pasta também poderá disponibilizar servidores para realizar as notificações aos moradores envolvidos.

O prazo previsto para concluir cada processo é de até 60 dias úteis, com possibilidade de prorrogação por mais 60 dias úteis, mediante justificativa formal. Ao término da análise, a comissão elaborará um relatório que será encaminhado à autoridade superior, responsável pela decisão.