A Federação das Indústrias do Estado do Tocantins divulgou nesta segunda-feira, 25, uma nova edição do Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI), que voltou a registrar percepção de desconfiança entre os industriais tocantinenses. O resultado mantém a sequência de 20 meses consecutivos com o indicador abaixo da linha de confiança. O último desempenho positivo havia sido registrado em setembro de 2024, quando o índice alcançou 50,8 pontos.

Depois de atingir 46,3 pontos em abril deste ano, o ICEI recuou para 45,5 pontos em maio, uma redução de 0,8 ponto. Desde fevereiro, o indicador vem apresentando quedas sucessivas e acumula retração de 3,3 pontos ao longo de quatro meses.

Apesar da diminuição, o resultado ainda é superior ao registrado em maio de 2025, quando o índice marcou 43,4 pontos. Ainda assim, o ICEI segue abaixo dos 50 pontos, patamar que indica falta de confiança dos empresários industriais para os próximos seis meses.

Entre os componentes analisados na pesquisa, o índice de “Condições Atuais” apresentou leve alta, passando de 38,9 pontos em abril para 39,3 pontos em maio. Mesmo com o avanço, o indicador permanece abaixo da linha dos 50 pontos, demonstrando avaliação negativa dos empresários sobre a economia e os negócios em relação ao semestre anterior.

O índice de “Expectativas”, por sua vez, caiu de 50 para 48,7 pontos no período analisado, indicando percepção menos otimista para os próximos meses. Os dados, no entanto, apontam que os empresários continuam confiantes em relação ao desempenho das próprias empresas.

No cenário nacional, o ICEI registrou 47,2 pontos em maio, permanecendo também abaixo da linha de confiança e refletindo avaliação negativa entre os industriais brasileiros.

Avaliações desfavoráveis sobre economia influenciam

Ao comentar os resultados, a técnica em pesquisa da Fieto, Gleicilene Bezerra da Cruz, destacou que a baixa confiança é observada em todo o País. Segundo a pesquisadora, o cenário é influenciado principalmente pelas avaliações desfavoráveis sobre a economia e a situação atual das empresas, embora as expectativas em relação aos próprios negócios continuem positivas.