Defesa da mãe de Gustavo pede prisão preventiva de pai investigado e diz que convivência com a criança era determinada pela Justiça
05 agosto 2026 às 13h23

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A defesa de Sabrina Feitosa, mãe de Gustavo Veloso Feitosa, de 3 anos, pediu que a Polícia Civil represente pela prisão preventiva do pai da criança, o advogado Igor Gustavo Veloso de Sousa, investigado pela morte do menino em Palmas. O Jornal Opção Tocantins procurou pela defesa de Igor para se posicionar sobre o caso e aguarda um retorno.
Em nota divulgada nesta quarta-feira, 5, a advogada Stella Bueno afirmou que aguarda a adoção da medida diante da “extrema gravidade dos fatos já tornados públicos” e para análise pelo Poder Judiciário.
“O inquérito policial que apura a morte de Gustavo tramita sob sigilo absoluto, mas a defesa de Sabrina tem acompanhado de perto o andamento das investigações, mantendo contato com as autoridades competentes e adotando todas as providências necessárias para que os fatos sejam integralmente esclarecidos e os responsáveis sejam rigorosamente responsabilizados”, diz o documento.
Segundo a advogada, Igor Gustavo é atualmente investigado e apontado como principal suspeito no caso. A Polícia Civil ainda não divulgou pedido de prisão preventiva nem informou se houve representação nesse sentido.
Defesa diz que convivência com o pai era determinada pela Justiça
Na nota, Stella Bueno também afirmou que a convivência entre Gustavo e o pai não ocorria por uma decisão exclusiva da mãe, mas por meio de um regime regulamentado judicialmente.
“A convivência de Gustavo com o pai não decorria de uma decisão livre ou irresponsável de sua mãe. O regime de convivência paterna havia sido regulamentado judicialmente”, afirmou a defesa.
Segundo a advogada, eventual descumprimento desse acordo poderia caracterizar alienação parental e resultar na reversão da guarda da criança em favor do pai.
O esclarecimento ocorre após a defesa da mãe afirmar que havia um histórico de conflitos envolvendo o casal. Em 2023, Sabrina Feitosa já havia denunciado Igor Gustavo Veloso de Sousa por ameaças e obtido uma medida protetiva de urgência contra ele.
Defesa afirma que irá detalhar histórico de violência doméstica
Ainda na nota, Stella Bueno informou que, em momento oportuno, irá se manifestar publicamente sobre o contexto de violência doméstica vivido por Sabrina e sobre as circunstâncias que antecederam a morte de Gustavo.
“Neste momento, entretanto, todos os esforços estão concentrados no acompanhamento rigoroso da investigação, na busca por justiça para Gustavo e no acolhimento de uma mãe que acaba de perder o filho de forma brutal e irreparável”, declarou.
A advogada também pediu cautela na divulgação de informações e afirmou que não devem ser reproduzidas narrativas de responsabilização da mãe pela morte da criança.
Investigação
Gustavo Veloso Feitosa foi encontrado morto na segunda-feira, 3, em uma residência na região norte de Palmas. O pai informou à Polícia Civil que a criança teria sofrido um afogamento em uma piscina.
O Instituto Médico Legal (IML) informou que o exame preliminar apontou laceração intestinal e hemorragia interna e externa, além de sinais de violência no corpo da criança. O diretor do órgão afirmou que não foram identificados sinais de afogamento na análise inicial.
A Polícia Civil instaurou inquérito para apurar as circunstâncias da morte. O caso é investigado pela 1ª Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Palmas.
