Monitoramento por satélite, drones e aceiros integram ações do Naturatins contra queimadas
04 agosto 2026 às 14h20

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Diante do período de estiagem, as Unidades de Conservação (UCs) estaduais sob gestão do Instituto de Natureza do Tocantins (Naturatins) passam por ações preventivas contra queimadas. A estratégia utiliza a metodologia do Manejo Integrado do Fogo (MIF) que reúne planejamento e queimadas controladas para evitar incêndios de grandes proporções.
Como medida de prevenção durante o período crítico, permanece suspensa, até 31 de outubro, a emissão de novas Autorizações de Queima Controlada (AQC), assim como a validade das autorizações já concedidas para atividades agrossilvipastoris em todo o Tocantins. De acordo com a Naturatins, a ação busca reduzir o risco de ocorrência e propagação de incêndios florestais durante o período de estiagem.
O monitoramento das áreas protegidas é realizado por meio da plataforma Programa Brasil MAIS, coordenada pela Polícia Federal, cujas informações subsidiam o planejamento das ações de prevenção e combate aos incêndios florestais nas Unidades de Conservação estaduais.
Conforme os registros da plataforma, em 2024 foram contabilizados 174.544 hectares atingidos por queimadas nas Unidades de Conservação estaduais monitoradas, correspondentes a 7,45% dos 2,3 milhões de hectares da área total. Em 2025, os registros indicam 120.476 hectares atingidos, equivalentes a 5,14% da área monitorada.
Os dados do Programa Brasil MAIS também registram informações referentes às áreas atingidas por queimadas em diferentes Unidades de Conservação estaduais, entre elas o Parque Estadual do Cantão, a Área de Proteção Ambiental Ilha do Bananal/Cantão, o Parque Estadual do Jalapão e a Área de Proteção Ambiental Lago de Palmas.
Prevenção
Entre as práticas de prevenção adotadas estão as queimas prescritas, realizadas de forma planejada em áreas previamente definidas, sob condições climáticas adequadas e de acordo com critérios técnicos e protocolos de segurança.
Nas áreas protegidas, as queimas prescritas foram realizadas entre os meses de março e julho como medida preventiva para reduzir o acúmulo de material combustível, estabelecer barreiras à propagação do fogo e contribuir para a diminuição do risco de incêndios florestais.
Também são desenvolvidas atividades de monitoramento por satélite, patrulhamento terrestre, abertura e manutenção de aceiros, utilização de drones para apoio à detecção de focos de calor e capacitação de brigadistas. Além disso, são realizadas ações de educação ambiental voltadas às comunidades localizadas no entorno das Unidades de Conservação.
As ações preventivas incluem ainda orientações a produtores rurais e comunidades tradicionais sobre práticas de manejo que contribuam para a redução do risco de incêndios e para a conservação das áreas protegidas e de seu entorno.
