MPTO denuncia nove pessoas por organização criminosa após golpe que causou prejuízo de R$ 296 mil
02 setembro 2026 às 17h32

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Um esquema que teria causado prejuízo superior a R$ 296 mil a uma moradora de Palmas resultou na denúncia de nove pessoas pelo Ministério Público do Tocantins (MPTO). Os denunciados são acusados dos crimes de organização criminosa, furto qualificado por fraude eletrônica e lavagem de dinheiro.
As apurações foram realizadas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MPTO e apontaram que os fatos ocorreram em agosto de 2024. De acordo com a investigação, os envolvidos utilizaram recursos tecnológicos para enganar a vítima e retirar valores de suas contas bancárias.
Conforme descrito na denúncia, o grupo utilizava o chamado “Golpe da Falsa Central”. Para realizar a abordagem, os investigados usavam programas de computador capazes de mascarar o número de telefone de origem e simulavam uma ligação do canal oficial de atendimento do banco da vítima. Durante o contato, relatavam supostas movimentações suspeitas e orientavam a vítima a realizar procedimentos pelo próprio aplicativo bancário.
Acreditando que estava seguindo instruções para cancelar e estornar operações que considerava ilícitas, a vítima, segundo o MPTO, acabava transferindo os valores para contas vinculadas à rede investigada. Ao todo, foram identificadas sete transferências diretas. Além disso, os envolvidos teriam contratado três empréstimos pessoais em nome da vítima e efetuado sete compras com o cartão de crédito em um período de duas horas.
Estrutura da organização
A investigação do Gaeco identificou uma divisão de funções entre os integrantes. Conforme a denúncia, a organização era formada por executores, operadores financeiros e intermediários responsáveis por disponibilizar contas bancárias de terceiros, chamados de laranjas.
Depois de receber os valores, os operadores financeiros realizavam transferências rápidas e fracionadas entre diferentes contas. De acordo com a investigação, o grupo chamava esse procedimento de “puladas”. A movimentação tinha como finalidade afastar os valores de sua origem ilícita e dificultar o bloqueio pelas instituições financeiras antes da realização dos saques.
Na denúncia apresentada à Justiça, o MPTO também solicitou que os prejuízos causados à vítima sejam reparados, com aplicação de juros e correção monetária. O órgão requereu ainda a perda, em favor do Estado, dos bens, valores e moedas digitais que tenham sido apreendidos ou bloqueados durante as investigações.
