O despertar pós-Copa
06 julho 2026 às 10h31

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Por Fernando Henrique Freire Machado – analista jurídico e político, pós-graduado em gestão de pessoas e marketing estratégico.
Se a Copa do Mundo acabou para nós, que o Brasil e o Tocantins acorde para o que realmente começa agora.
Depois de semanas em que o futebol tomou conta das conversas e das emoções dos tocantinenses, chegou a hora de olhar para um desafio muito maior e mais próximo de nós. As bandeiras e camisas verde-amarelas que decoraram nossos corpos e ruas, de Palmas ao Bico do Papagaio, não devem representar apenas a paixão pela Seleção, mas também o compromisso com o futuro do nosso estado.
Com o fim do mundial, entramos de cabeça em um período eleitoral que exige atenção redobrada, responsabilidade e a participação de cada um de nós.
O Tocantins não pode passar por esse momento com desânimo ou indiferença. A tristeza por uma eliminação ou a alegria de uma vitória no campo não podem camuflar o que realmente está em jogo nas nossas cidades e nas nossas regiões. O esporte emociona e une o povo, mas é a política que decide o futuro do emprego, a qualidade dos nossos hospitais regionais, o apoio ao homem do campo e a segurança nas nossas ruas.
Na nossa jovem democracia tocantinense, ninguém tem o direito de ser apenas um espectador. Cada cidadão, do Jalapão às margens do Araguaia, tem o dever de acompanhar, cobrar, participar e votar com consciência. O voto não é apenas uma obrigação burocrática; é o instrumento mais poderoso que o povo possui para escolher os rumos e o desenvolvimento do nosso estado.
Se cobramos dedicação, tática e responsabilidade dos jogadores dentro das quatro linhas, devemos cobrar ainda mais daqueles que se candidatam a governar e a representar o Tocantins. É preciso exigir honestidade, preparo técnico, respeito às instituições e propostas realistas que desburocratizem o estado e melhorem a vida da população local. Um erro no futebol traz apenas uma decepção passageira. Um erro nas urnas pode estagnar o crescimento de uma região inteira por anos.
Uma Copa do Mundo termina com o apito final e, em quatro anos, outra competição começa. Já uma eleição deixa marcas profundas e imediatas na vida de milhões de tocantinenses. É na urna que definimos se o Tocantins vai avançar no caminho do desenvolvimento ou se continuará enfrentando velhos problemas estruturais.
Agora é hora de guardar a camisa de torcedor e vestir a camisa de cidadão. O verdadeiro jogo que vai definir o nosso futuro não será decidido em um estádio moderno, mas pela consciência e pela coragem de cada eleitor diante da urna.
