A Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Tocantins (OAB-TO) informou nesta quarta-feira, 5, que aplicou suspensão cautelar ao advogado Igor Gustavo Veloso de Sousa, investigado pela morte do filho, Gustavo Veloso Feitosa, de 3 anos, em Palmas. O Jornal Opção Tocantins procurou a defesa de Igor Gustavo e aguarda um retorno.

A decisão foi tomada pela Diretoria da entidade, pelo Conselho Seccional e pelo presidente do Tribunal de Ética e Disciplina (TED), com fundamento no Estatuto da Advocacia e da OAB (Lei nº 8.906/94).

Segundo a OAB-TO, a suspensão tem caráter cautelar, ou seja, é uma medida preventiva adotada enquanto a situação é analisada no âmbito disciplinar. A entidade informou que a medida permanecerá em vigor até a instauração e análise do procedimento no Tribunal de Ética e Disciplina.

A Ordem destacou que o advogado terá assegurados o contraditório, a ampla defesa e o devido processo legal durante a tramitação do procedimento.

“A medida possui natureza cautelar e permanecerá vigente até instauração e análise do respectivo procedimento disciplinar no TED, assegurados ao representado o contraditório, a ampla defesa e o devido processo legal”, afirmou a entidade em nota assinada pelo presidente da OAB Tocantins, Gedeon Pitaluga Júnior, e pelo presidente do TED, Fábio Alves Fernandes.

A suspensão ocorre após a repercussão do caso envolvendo a morte de Gustavo Veloso Feitosa. A criança foi encontrada sem vida na casa do pai, em Palmas, após passar o fim de semana com ele.

O laudo do Instituto Médico Legal (IML) apontou que o menino morreu após sofrer múltiplas agressões e indicou sinais de violência sexual, além de lesões em diferentes partes do corpo. A perícia também informou que não foram encontrados sinais de afogamento, hipótese apresentada inicialmente pela defesa do pai.

A Polícia Civil instaurou inquérito para apurar as circunstâncias da morte e investiga a possível participação do pai da criança. A investigação ainda aguarda exames complementares e a conclusão das diligências para esclarecer a dinâmica dos fatos e eventual responsabilização criminal.

Antes da morte, um vídeo divulgado pela mãe da criança passou a integrar o contexto investigado. Nas imagens, Gustavo aparece chorando e dizendo que não queria ir para a casa do pai porque, segundo ele, “ele me bate”. O conteúdo está sendo analisado pelos investigadores.

A defesa de Igor Gustavo Veloso afirrmou anteriormente que a criança teria sofrido um afogamento na piscina da residência e que o pai tentou socorrê-la. Segundo os advogados, ele se apresentou espontaneamente à delegacia, prestou esclarecimentos e entregou as chaves do imóvel para os trabalhos periciais.