Operação investiga extração ilegal de minérios e bloqueia R$ 2,1 milhões em contas por ordem da Justiça do Tocantins
29 setembro 2026 às 09h54

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Um bloqueio de até R$ 2,1 milhões em sete contas bancárias faz parte das medidas determinadas pela Justiça no âmbito de uma investigação sobre a suposta extração ilegal e comercialização de minério de manganês. A apuração também envolve suspeitas de usurpação de bens da União e lavagem de dinheiro.
A decisão foi cumprida pela Polícia Federal nesta terça-feira, 29, durante a Operação Berço Clandestino. Ao todo, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão em endereços relacionados aos investigados e às empresas citadas na investigação.
As diligências ocorreram em Goiânia e Uruaçu, em Goiás, e em Marabá, no Pará, com mandados expedidos pela Subseção Judiciária de Gurupi, no Tocantins. De acordo com a Polícia Federal, o valor bloqueado corresponde ao montante que a investigação aponta como relacionado à comercialização de minério de origem supostamente ilegal. A medida busca impedir a movimentação dos recursos enquanto a apuração sobre a origem e a destinação do dinheiro prossegue.
O caso começou a ser investigado depois que a Polícia Federal identificou o transporte e a comercialização de minério cuja origem declarada apresentava indícios de irregularidades. A partir dessas informações, os investigadores passaram a apurar a possível atuação conjunta de pessoas físicas e empresas na cadeia de extração, comercialização e movimentação dos recursos.
Segundo a investigação, essa estrutura teria sido utilizada para movimentar e ocultar valores que seriam provenientes da atividade supostamente criminosa. A apuração ainda busca esclarecer a participação de cada investigado e identificar eventuais outros envolvidos.
Os investigados poderão responder por usurpação de bens da União, extração ilegal de recursos minerais e lavagem de dinheiro.
