PF cumpre oito mandados em operações que investigam tráfico de drogas, moeda falsa e lavagem de dinheiro no Tocantins
03 junho 2026 às 09h15

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A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira, 3 de junho de 2026, duas operações simultâneas para combater organizações criminosas suspeitas de atuar no Tocantins com contrabando de cigarros eletrônicos, tráfico de drogas, circulação de moeda falsa e lavagem de dinheiro.
As ações, denominadas “Operação Generalist” e “Operação POD 2 – Carcinogenic”, cumpriram sete mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão preventiva expedidos pela 4ª Vara da Justiça Federal em Palmas. As diligências ocorreram nos municípios de Guaraí e Palmas, no Tocantins, e em São Félix do Xingu e Tucumã, no Pará.
A Operação Generalist tem como foco a repressão a um grupo investigado por atuar em diversas atividades criminosas, incluindo tráfico de drogas, comércio de moeda falsa e contrabando de cigarros eletrônicos. A investigação também busca esclarecer possíveis práticas de lavagem de dinheiro relacionadas às atividades do grupo.
Segundo a Polícia Federal, os investigados poderão responder pelos crimes de moeda falsa, tráfico de drogas, contrabando e lavagem de dinheiro. Somadas, as penas podem ultrapassar 30 anos de reclusão. O nome da operação faz referência à suposta atuação dos envolvidos em diferentes modalidades criminosas.
Já a Operação POD 2 – Carcinogenic tem como objetivo combater especificamente o contrabando de cigarros eletrônicos e aprofundar as investigações sobre a comercialização desses produtos no Tocantins, além de apurar possíveis crimes de lavagem de dinheiro.
Durante a operação, foi cumprido um mandado de prisão preventiva e quatro mandados de busca e apreensão. Os investigados poderão responder pelo crime de contrabando, cuja pena varia de dois a cinco anos de prisão.
A Polícia Federal ressalta que a fabricação, importação, comercialização, distribuição e propaganda de cigarros eletrônicos são proibidas no Brasil. A restrição é determinada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) desde 2009.
De acordo com os investigadores, a ausência de fiscalização na produção desses dispositivos representa riscos à saúde dos consumidores. O nome da Operação POD 2 – Carcinogenic faz referência aos potenciais efeitos nocivos associados ao uso dos cigarros eletrônicos.
As investigações continuam para identificar outros envolvidos e dimensionar a extensão das atividades criminosas apuradas pelas duas operações.
