Prefeitura afasta médica e abre investigação após morte de criança com pneumonia em Hospital de Ponte Alta
27 maio 2026 às 09h19

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A Prefeitura de Ponte Alta do Tocantins informou nesta terça-feira, 26, que afastou cautelarmente a médica plantonista do Hospital de Pequeno Porte (HPP) do município após a morte da paciente Antonella Cesário da Silva, de 11 anos, em decorrência de complicações de uma pneumonia. A decisão ocorre em meio à repercussão de denúncias feitas por moradores e familiares sobre supostas falhas no atendimento e demora em encaminhamentos para hospitais de referência.
Em nova nota encaminhada ao Jornal Opção Tocantins, a Secretaria Municipal de Saúde informou que instaurou procedimento administrativo e técnico para apurar o caso. Segundo o município, todos os profissionais que atuavam no plantão foram convocados para reunião administrativa, passaram por escuta individual e tiveram as condutas analisadas em relatório técnico preliminar.
A gestão afirmou que os processos seguem sob sigilo por envolver informações médicas e dados sensíveis, conforme a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e normas éticas da área da saúde.
Sobre os encaminhamentos de pacientes, a prefeitura declarou que os médicos plantonistas possuem “autonomia técnica” para definir a necessidade de transferência conforme a avaliação clínica. Após essa definição, o encaminhamento ocorre pelo Sistema Estadual de Regulação, tendo Porto Nacional como hospital de referência.
A nota também responde às críticas apresentadas por moradores durante sessão na Câmara Municipal. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, os relatos estão sendo incluídos nos procedimentos internos instaurados para apuração.
A prefeitura afirmou ainda que o Hospital de Pequeno Porte funciona em regime de 24 horas, com médico plantonista, equipe multidisciplinar, ambulância, sala de emergência, laboratório, farmácia e serviço de raio-X funcionando continuamente. A gestão declarou que “não há registro relacionado à falta de insumos ou estrutura que tenha comprometido a assistência prestada na unidade”.
O município informou que os fluxos assistenciais e administrativos do hospital passarão por reavaliação técnica, incluindo possível reforço na equipe médica e revisão dos atendimentos.
Caso gerou comoção e denúncias
A morte de Antonella provocou forte repercussão na cidade após a divulgação de relatos da mãe da criança, Claudiane Silva, que atribui a morte da filha a uma suposta negligência médica. Segundo ela, a menina procurou atendimento apresentando falta de ar e baixa saturação, permanecendo horas em observação antes da solicitação de exames.
Durante sessão na Câmara Municipal, moradores também relataram outros casos envolvendo demora em transferências de pacientes para Porto Nacional e Palmas, incluindo pessoas com pneumonia, suspeita de infecção generalizada, acidentes e doenças cardíacas.
Uma audiência pública está marcada para esta quinta-feira, 28, às 19 horas, para discutir a situação do hospital e os relatos apresentados pela população.
Na nota, a prefeitura manifestou solidariedade à família e afirmou que Antonella já era acompanhada pela rede municipal de saúde devido ao quadro de microcefalia e outras necessidades clínicas específicas. A gestão ressaltou que a investigação é “complexa e de natureza técnica”, envolvendo análise documental, prontuários e oitivas, e que não poderia ser concluída em menos de 24 horas.
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Confira a nota da Prefeitura de Ponte Alta na íntegra:
Inicialmente, todos os profissionais que atuavam no plantão foram convocados para uma reunião administrativa interna. Durante o procedimento, foi realizada a escuta individual dos profissionais envolvidos no atendimento, além da elaboração de relatório técnico preliminar e instauração de procedimento administrativo para análise detalhada do caso.
Sobre os protocolos de encaminhamento e regulação de pacientes, a Secretaria esclarece que os médicos plantonistas possuem autonomia técnica para definir a necessidade de transferência, conforme avaliação clínica e evolução do quadro do paciente. Após essa definição, o encaminhamento é realizado por meio do Sistema Estadual de Regulação, tendo como hospital de referência o município de Porto Nacional.
Em relação aos relatos apresentados por moradores e familiares durante sessão na Câmara Municipal, a gestão confirma que os fatos também estão sendo analisados dentro dos procedimentos internos instaurados. Contudo, por envolver informações médicas e dados sensíveis de pacientes e profissionais, os processos seguem sob sigilo, em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e normas éticas da área da saúde. Por esse motivo, neste momento, não é possível divulgar detalhes adicionais sobre a investigação.
A gestão municipal informa ainda que foi determinado o afastamento cautelar da médica plantonista do hospital de pequeno porte – HPP, até a conclusão das apurações administrativas e técnicas.
O Hospital de Pequeno Porte de Ponte Alta do Tocantins funciona em regime de 24 horas, contando com médico plantonista, equipe multidisciplinar, sala de emergência, serviço de raio X 24 horas, laboratório, farmácia e ambulância, mantendo toda a rede de suporte hospitalar em funcionamento contínuo. Até o momento, não há registro relacionado à falta de insumos ou estrutura que tenha comprometido a assistência prestada na unidade.
A administração municipal ressalta que tem priorizado continuamente a oferta de atendimento com segurança, responsabilidade e qualidade à população.
Quanto à possibilidade de reforço da equipe médica e revisão dos atendimentos da unidade, a Secretaria Municipal de Saúde informa que todos os fluxos assistenciais e administrativos estão sendo reavaliados tecnicamente, visando o aperfeiçoamento contínuo dos serviços ofertados à população.
A gestão municipal manifesta solidariedade à família da paciente Antonella Cesário da Silva e destaca que a criança já era acompanhada pela rede municipal de saúde, em razão de seu quadro clínico e necessidades específicas decorrentes do diagnóstico de microcefalia. Dentro das possibilidades oferecidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), o município buscou prestar assistência e suporte à paciente e à família ao longo de seu acompanhamento.
Sobre a averiguação técnica interna mencionada na nota oficial divulgada anteriormente, a Prefeitura reforça que se trata de um procedimento complexo e de natureza técnica, envolvendo análise documental, prontuários, condutas assistenciais e oitivas.
Embora as providências iniciais tenham sido adotadas de forma imediata, não é possível concluir uma investigação dessa natureza em menos de 24 horas, sendo necessário respeitar os trâmites legais e técnicos para que os fatos sejam devidamente esclarecidos.
A Prefeitura de Ponte Alta do Tocantins reafirma seu compromisso com a transparência, responsabilidade administrativa e respeito à população.
Secretaria Municipal de Saúde de Ponte Alta do Tocantins, 26 de maio de 2026
