Presidente do TRF-1, responsável por processos no Tocantins, já teve redes sociais suspensas após publicações ligadas a atos golpistas
02 maio 2026 às 08h23

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O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), responsável por julgar processos federais no Tocantins, passou a ser presidido pela desembargadora Maria do Carmo Cardoso, que já teve contas em redes sociais suspensas pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) após publicações relacionadas a manifestações em frente a quartéis do Exército.
Em uma das postagens, feita após a eliminação do Brasil na Copa do Mundo de 2022, a magistrada afirmou que “nossa seleção verdadeira está na frente dos quartéis” e disse que o então técnico da seleção brasileira, Titea era “petista”. Maria do Carmo é próxima da família Bolsonaro.
A medida de suspensão das contas foi determinada no fim de 2022 pelo então corregedor nacional de Justiça, ministro Luis Felipe Salomão, atualmente vice-presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Segundo ele, o conteúdo divulgado apresentava caráter político e indicava incentivo a condutas consideradas antidemocráticas em áreas militares.
As manifestações mencionadas ocorreram em diferentes regiões do país, com destaque para o acampamento em frente ao Quartel-General do Exército, em Brasília. Parte dos participantes desses atos esteve envolvida nos Ataques de 8 de janeiro de 2023.
No processo administrativo, a desembargadora afirmou ao CNJ que não se recordava das publicações. O corregedor contestou a justificativa e apontou inconsistências na versão apresentada. O caso foi analisado pelo plenário do CNJ e arquivado no fim de 2023 por maioria de votos.
Com sede em Brasília, o TRF-1 tem jurisdição sobre o Distrito Federal e outros 12 estados, incluindo o Tocantins, e suas decisões alcançam áreas como questões fundiárias, ambientais e administrativas no estado. Até o momento, não houve manifestação pública da magistrada ou do tribunal sobre o episódio.
*Com informações do Estadão
