A divulgação de informações sobre foragidos da Justiça incluídos na Lista de Procurados do Sistema Único de Segurança Pública (SUSP) passou a ser alvo de acompanhamento do Ministério Público do Tocantins (MPTO). O órgão instaurou um inquérito civil público para avaliar e fomentar mecanismos que ampliem o alcance dessas informações junto à população e às instituições de segurança.

A investigação será conduzida pelo Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública (Gaesp) e foi formalizada por meio da Portaria nº 3029/2026, assinada pelo promotor de Justiça Paulo Alexandre Rodrigues de Siqueira.

Segundo o documento, o objetivo é analisar formas de ampliar a divulgação de pessoas procuradas pela Justiça que integram a lista nacional criada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. Atualmente, conforme informações do MPTO, sete condenados pelo Poder Judiciário do Tocantins integram a Lista de Procurados do SUSP.

Entre os nomes vinculados ao Tocantins que aparecem na plataforma nacional estão Matheus Costa Pinto, Cláudio Jerre Alexandre Dias, Edeilson José de Oliveira Negre Lopes, Felipe Mota Costa, Gustavo Santiago Laudares Pereira, Jonata Martins Caldeira Ferreira e Yasmin Loranne Oliveira Santos. A relação divulgada pelo sistema reúne pessoas com mandados de prisão em aberto e classificadas pelos órgãos de segurança pública como alvos estratégicos para ações de captura.

Na portaria, o Ministério Público destaca que a Portaria nº 570/2023, do Ministério da Justiça e Segurança Pública, autoriza a divulgação das informações constantes na lista não apenas pelos canais oficiais do governo federal, mas também por outros órgãos integrantes do Sistema Único de Segurança Pública.

O MPTO argumenta que a disseminação dessas informações possui interesse público e pode contribuir para auxiliar as forças de segurança na localização e prisão de pessoas condenadas e consideradas foragidas.

O procedimento teve origem em uma notícia de fato registrada na Ouvidoria do Ministério Público em novembro de 2025. Com a aproximação do prazo máximo da fase preliminar de apuração, o caso foi convertido em inquérito civil para aprofundamento das análises.

Entre os aspectos que serão examinados estão as medidas adotadas pelos órgãos estaduais de segurança pública para divulgar a lista de procurados e ampliar o acesso da população às informações disponibilizadas pelo sistema.

Criado pela Lei Federal nº 13.675/2018, o Sistema Único de Segurança Pública reúne órgãos federais, estaduais e municipais responsáveis pela execução de políticas e ações na área da segurança pública. A lista nacional de procurados foi instituída pelo Ministério da Justiça com a finalidade de auxiliar na localização e captura de foragidos por meio da divulgação de informações e da colaboração da sociedade.

Conforme a apresentação oficial da plataforma, a lista reúne foragidos considerados de interesse estratégico para o combate ao crime organizado no país. O portal disponibiliza fotografias e dados de pessoas que possuem mandados de prisão em aberto.

Os nomes incluídos na plataforma são indicados pelos órgãos estaduais de segurança pública, que selecionam indivíduos por estado. Entre os critérios utilizados para inclusão estão o envolvimento em crimes graves ou hediondos, a participação em organizações criminosas e a existência de mandados de prisão em aberto.

O sistema informa ainda que os foragidos são relacionados de acordo com o estado de origem do mandado de prisão, embora possam ser encontrados em qualquer região do país. A consulta completa de pessoas com mandados de prisão em aberto pode ser realizada por meio do Banco Nacional de Mandados de Prisão.

O inquérito tramita no âmbito do controle externo da atividade policial, atribuição prevista constitucionalmente para o Ministério Público.

Abaixo fotos dos foragidos: