A Associação dos Professores Universitários de Gurupi (Apug-Ssind), seção sindical do Andes-SN, divulgou uma nota de repúdio contra a proposta de revisão geral anual apresentada pela Prefeitura de Gurupi aos servidores municipais. A entidade afirma que o reajuste proposto estaria abaixo da inflação acumulada e acusa a gestão da prefeita Josi Nunes de descumprir a Constituição Federal e a legislação municipal.

Na nota, o sindicato sustenta que a revisão geral anual é um direito previsto no artigo 37 da Constituição Federal e lembra que a legislação municipal aprovada em 2023 determina que a recomposição salarial “não poderá ser inferior à variação do exercício anterior” do índice inflacionário adotado.

Segundo a entidade, a proposta encaminhada pela prefeitura representa prejuízo aos servidores ativos, autarquias e fundações, que já enfrentariam perdas salariais acumuladas e redução do poder de compra.

O texto também critica vereadores da base da prefeita por sinalizarem apoio à aprovação da proposta. Para a associação, o Legislativo deveria atuar na fiscalização do Executivo e na defesa dos interesses dos servidores públicos.

“A chamada gestão ‘humanizada’ perde credibilidade quando ignora justamente aqueles que sustentam diariamente os serviços públicos essenciais da cidade”, afirma trecho da nota assinada pelo presidente da Apug-Ssind, Gilberto Correia da Silva.

A entidade ainda defende que reposição inflacionária “não é favor político” e cobra o cumprimento da Constituição e da legislação municipal.

Prefeitura defende legalidade da proposta

Em nota enviada à reportagem, a Prefeitura de Gurupi afirmou que a proposta de reajuste salarial considera o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), calculado pelo IBGE, utilizando o percentual acumulado de 3,89% referente ao período de janeiro a dezembro de 2025.

Segundo a gestão municipal, o índice foi definido “nos exatos termos calculados pelo IBGE”, respeitando parâmetros técnicos e legais adotados para recomposição salarial dos servidores.

A prefeitura também argumenta que o INPC possui histórico consolidado de utilização em relações administrativas e previdenciárias e que o indicador mede impactos sobre despesas essenciais, como alimentação, transporte, saúde e habitação.

A administração municipal afirmou ainda que mantém compromisso com o diálogo, responsabilidade fiscal, transparência e valorização dos servidores públicos.