Tocantins apresenta queda no crescimento de casos de gripe, mas mantém alerta para vacinação
30 abril 2026 às 09h04

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A circulação do vírus influenza começou mais cedo em 2026 no Tocantins, acompanhando o cenário nacional. De acordo com o Ministério da Saúde, nas últimas semanas o estado passou a apresentar queda ou interrupção no crescimento dos casos, indicando possível estabilização da transmissão.
Apesar desse comportamento, o Ministério reforça a recomendação para que a população busque a vacinação, considerada a principal forma de prevenção contra a doença. O imunizante está disponível gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS) para os grupos prioritários, como crianças, gestantes e idosos, que têm maior risco de desenvolver complicações e necessitar de hospitalização.
A Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza teve início em 28 de março nas regiões Centro-Oeste, Nordeste, Sul e Sudeste, incluindo o Tocantins, e segue até 30 de maio. Segundo a pasta, mais de 17 milhões de doses foram distribuídas em todo o país, com cerca de 11,6 milhões já aplicadas.
Dados do Ministério da Saúde apontam que, até 18 de abril de 2026, o Brasil registrou 5,5 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave por influenza e 352 mortes. Mesmo com a antecipação da circulação do vírus antes do inverno, a expectativa, segundo o governo federal, é de que o pico de casos neste ano fique abaixo do observado no mesmo período de 2025.
A atualização anual da vacina, ainda conforme o Ministério, ocorre devido às mutações frequentes do vírus influenza, com surgimento de novas cepas a cada temporada. O imunizante pode ser administrado junto a outras vacinas do calendário nacional, incluindo a dose contra a Covid-19.
Além da influenza, o SUS também disponibiliza proteção contra o vírus sincicial respiratório. O Ministério da Saúde informa que gestantes a partir da 28ª semana de gravidez podem receber a vacina com o objetivo de proteger os bebês nos primeiros meses de vida contra a bronquiolite.
Como parte dessa estratégia, a pasta incorporou em fevereiro o nirsevimabe ao SUS. Segundo o Ministério, o medicamento é indicado para recém-nascidos prematuros e crianças de até 23 meses com condições específicas, como cardiopatias congênitas, broncodisplasia, imunocomprometimento, síndrome de Down, fibrose cística, doenças neuromusculares ou anomalias das vias aéreas. Diferentemente das vacinas tradicionais, o produto é um anticorpo monoclonal que oferece proteção imediata após a aplicação.
De acordo com análise da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), as vacinas contra a influenza reduzem hospitalizações, com efetividade entre 30% e 40% em adultos e de até 75% em crianças. No Tocantins, a adesão à campanha, segundo o Ministério da Saúde, é apontada como fator relevante para manter a tendência de estabilidade dos casos.
