A previsão de novos diagnósticos de câncer de mama no Tocantins chega a cerca de 350 casos em 2026, conforme estimativa do Instituto Nacional de Câncer (Inca). O dado integra o cenário de incidência da doença no país e ganha destaque durante o Outubro Rosa, campanha internacional voltada à conscientização sobre a prevenção, a identificação precoce e o acompanhamento regular da saúde.

Entre as mulheres brasileiras, o câncer de mama é o tipo de câncer mais frequente, quando excluídos os tumores de pele não melanoma. Para o triênio de 2026 a 2028, o Inca projeta aproximadamente 78,6 mil novos casos por ano em todo o território nacional.

A docente de Enfermagem da Unopar Palmas, Gabriela Nunes, explica que a informação contribui para a conscientização sobre a doença e para a procura pelos serviços de saúde. “O câncer de mama possui maiores chances de sucesso terapêutico quando identificado precocemente. Por isso, é fundamental que as mulheres estejam atentas aos sinais do próprio corpo, realizem consultas periódicas e mantenham os exames recomendados em dia, conforme orientação dos profissionais de saúde”, explica.

O desenvolvimento do câncer de mama está relacionado a diferentes fatores, entre eles questões genéticas e hereditárias. Hábitos de vida também podem influenciar o risco de ocorrência da doença. O excesso de peso, a falta de atividade física e o consumo de bebidas alcoólicas estão entre os fatores associados ao aumento da incidência.

Segundo dados do Inca, o câncer de mama continua entre as principais causas de morte por câncer entre as mulheres brasileiras. Em 2023, mais de 20 mil mulheres morreram em decorrência da doença no país. Os números integram o cenário que envolve as ações de conscientização e a oferta de serviços de saúde para diagnóstico e acompanhamento das pacientes.

Gabriela Nunes também destaca a relação entre campanhas de conscientização e a procura por atendimento médico. “Mais do que um movimento realizado durante um mês específico, o Outubro Rosa nos lembra que o cuidado com a saúde deve acontecer ao longo de todo o ano. A informação salva vidas e contribui para que mais mulheres tenham acesso ao diagnóstico em estágios iniciais da doença”, conclui.