Tocantins terá cinco terminais logísticos da Ferrovia Norte-Sul leiloados em dezembro, diz governo federal
16 setembro 2026 às 15h35

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O Tocantins está entre os estados diretamente contemplados pela nova carteira de projetos ferroviários apresentada pelo Ministério dos Transportes na B3, em São Paulo. Em dezembro, cinco terminais logísticos integrados à Ferrovia Norte-Sul, localizados em Palmeirante e Porto Nacional, serão levados a leilão para exploração pela iniciativa privada.
O leilão está marcado para 3 de dezembro e prevê dois terminais destinados à movimentação de granéis agrícolas e outros três voltados para granéis líquidos. Os empreendimentos fazem parte de uma estratégia do governo federal para ampliar a utilização da Ferrovia Norte-Sul e conectar a infraestrutura ferroviária às cadeias de produção e distribuição.
Além dos cinco terminais que terão leilão específico, o Ministério dos Transportes informou que áreas destinadas à implantação e exploração de novos terminais logísticos ao longo da Ferrovia Norte-Sul serão disponibilizadas em uma plataforma permanente na B3.
Ao todo, há áreas em 12 pátios ferroviários nos estados do Tocantins, Goiás e São Paulo. A proposta é permitir que empresas privadas utilizem esses espaços para atividades como armazenagem e movimentação de cargas, além da integração da ferrovia com outros modais de transporte.
Norte-Sul ganha novos pontos de conexão
A iniciativa ocorre dentro de um novo marco regulatório para terminais, pátios e áreas de armazenagem ferroviária. Segundo o Ministério dos Transportes, as regras buscam organizar a exploração desses espaços e ampliar a participação privada na infraestrutura.
No Tocantins, a medida tem impacto direto sobre a logística associada à Ferrovia Norte-Sul, que atravessa o Estado e possui papel estratégico no escoamento de cargas produzidas na região.
A carteira apresentada na B3 também prevê a retomada de aproximadamente 10 mil quilômetros de trechos ferroviários subutilizados, desativados ou em processo de devolução em diferentes regiões do país. O modelo permite que empresas privadas assumam a exploração de trechos da malha pública por meio de contratos de autorização.
Entre os projetos listados pelo governo federal, há sete trechos de chamadas shortlines, ferrovias de menor extensão que podem ser conectadas à malha ferroviária estruturante. Nenhum dos sete trechos anunciados está localizado no Tocantins.
O modelo foi desenvolvido a partir da experiência do Corredor Minas-Rio, com cerca de 700 quilômetros. O leilão desse corredor está previsto para 17 de dezembro.
Para os trechos que forem objeto de chamamento público, a empresa vencedora terá até dois anos para apresentar um Plano de Requalificação da Malha. A recuperação poderá ser realizada com investimentos privados ou contar com recursos públicos, conforme o modelo definido para cada projeto. Os contratos poderão ter prazo de até 99 anos.
No caso do Tocantins, o principal movimento anunciado pelo governo federal nesta etapa está concentrado nos terminais da Ferrovia Norte-Sul, especialmente em Palmeirante e Porto Nacional, e na abertura de novas áreas para empreendimentos logísticos ao longo da ferrovia.
