Universalizar aterros sanitários no Tocantins exigiria investimento de ao menos R$ 695 milhões, estima ATM
09 junho 2026 às 14h57

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A implantação de aterros sanitários em todos os municípios tocantinenses demandaria um investimento de pelo menos R$ 695 milhões, segundo estimativa apresentada pelo presidente da Associação Tocantinense de Municípios (ATM), prefeito de Cristalândia, Big Jow. O cálculo considera o custo médio de R$ 5 milhões para instalação de um aterro sanitário em cada uma das 139 cidades do estado.
A declaração foi feita nesta segunda-feira, 8, durante o Seminário Resíduos Sólidos: Desafios Estruturais e Soluções Consensuais, realizado no auditório do Tribunal de Justiça, em Palmas.
Ao abordar os desafios para o cumprimento da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), Big Jow destacou que os custos de implantação e manutenção dos aterros estão entre os principais entraves enfrentados pelas prefeituras.
“Hoje, para um município pensar em ter um aterro sanitário, a média de investimento é de R$ 5 milhões. E manter essa estrutura é outra situação”, afirmou.
Dados apresentados pela Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh) mostram que o percentual de municípios que destinam resíduos para aterros sanitários passou de 2%, em 2017, para 24%, em 2026. Segundo a pasta, esse avanço representa o atendimento de 54% da população tocantinense com destinação adequada dos resíduos sólidos.
Durante o evento, o presidente da ATM defendeu maior cooperação entre os municípios e apoio técnico das instituições para viabilizar soluções regionalizadas. Segundo ele, a criação e manutenção dos aterros exigem investimentos que muitas prefeituras não conseguem suportar sozinhas.
O seminário reuniu prefeitos, gestores públicos, representantes do Judiciário e do Ministério Público para discutir alternativas voltadas à adequação dos municípios às exigências da legislação ambiental.
