Wanderlei Barbosa afirma que afastamento é “medida precipitada” e promete recorrer
03 setembro 2025 às 09h49

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O governador do Tocantins, Wanderlei Barbosa (Republicanos), se manifestou após decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que determinou seu afastamento do cargo por seis meses no âmbito da segunda fase da Operação Fames-19 nesta quarta-feira, 3. A medida também alcança a primeira-dama, Karynne Sotero.
Em nota, o governador disse receber a decisão “com respeito às instituições”, mas classificou a medida como precipitada. Ele destacou que os pagamentos de cestas básicas sob investigação ocorreram entre 2020 e 2021, ainda na gestão anterior, período em que exercia a função de vice-governador e não era ordenador de despesas.
“Reforço que, por minha determinação, a Procuradoria-Geral do Estado (PGE) e a Controladoria-Geral do Estado (CGE) instauraram auditoria sobre os contratos mencionados e encaminharam integralmente as informações às autoridades competentes”, afirmou.
O governador afastado também declarou que vai recorrer da decisão judicial. “Acionarei os meios jurídicos necessários para reassumir o cargo de Governador do Tocantins, comprovar a legalidade dos meus atos e enfrentar essa injustiça, assegurando a estabilidade do Estado e a continuidade dos serviços à população”, disse.
Com o afastamento, o cargo deve ser assumido temporariamente pelo vice-governador Laurez Moreira (PSD).
A Operação Fames-19 apura suspeita de desvio de recursos destinados à compra de cestas básicas durante a pandemia da Covid-19. Segundo a Polícia Federal, entre 2020 e 2021 foram pagos R$ 97 milhões em contratos de cestas básicas e frangos congelados, com prejuízo estimado em mais de R$ 73 milhões aos cofres públicos.
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