Por Redação

Encontramos 857 resultados
WhatsApp Image 2025-11-17 at 08.59.54
Bastidores
Estratégia digital de Dorinha testa coerência e pode desgastar imagem consolidada

Mesmo na liderança, mudança de tom nas redes levanta risco de banalização da imagem construída ao longo da trajetória política

Extinguir o Iphan não reduz o Estado, fragiliza o patrimônio

Por Danilo Curado1

Endossando as palavras do jornalista Fabrício Vera, no artigo “Extinção do Iphan pode enfraquecer preservação de patrimônio e até aumentar custos”, a proposta de extinguir o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) parte de um diagnóstico equivocado: estruturas técnicas não geram burocracia inútil, mas garantem decisões qualificadas e juridicamente seguras.

Criado em 1937, o Iphan é um dos órgãos mais longevos da República, com quase 90 anos de atuação ininterrupta. Essa trajetória não é apenas histórica, traduz acúmulo técnico, qualificação institucional e capacidade de lidar com temas complexos de forma consistente ao longo do tempo.

Há, ainda, um problema jurídico básico. A extinção de órgãos federais é matéria de iniciativa privativa do Executivo, nos termos do art. 61, §1º, II, “e”, da Constituição Federal, razão pela qual propostas parlamentares com esse conteúdo tendem a ser vistas como inconstitucionais por vício de iniciativa.

A extinção do Iphan certamente comprometeria a proteção do patrimônio cultural no Tocantins. Os impactos seriam diretos em bens tombados como os centros históricos de Natividade e Porto Nacional, na gestão de mais de 1.300 sítios arqueológicos cadastrados e na salvaguarda de bens imateriais, como a ourivesaria tradicional de Natividade, reconhecida em novembro de 2025 como Patrimônio Cultural do Brasil.

Extinguir o Iphan não elimina suas funções. Apenas cria desorganização e insegurança jurídica, inclusive no licenciamento ambiental e entre outros ramos de atuação do Iphan.

Discutir eficiência administrativa é legítimo. É preciso reconhecer que o Iphan, como qualquer órgão público, enfrenta desafios de estrutura e resposta. Mas desmontar uma estrutura técnica consolidada não simplifica o Estado, ao contrário, fragiliza o patrimônio.

husband-wife-having-fight-indoors
Do patriarcado ao homem alfa em crise: o masculino no século XXI

Como a crise do masculino brasileiro ameaça educação, democracia e o próprio futuro dos homens

reajuste
Conta de luz no Tocantins deve subir com impacto de subsídios e alta nacional projetada pela Aneel em 2026

Estado está entre os atendidos por políticas como CDE e descontos regionais, enquanto reajuste médio no país é estimado em 8%

IMG_3722
Imposto
Receita passa a exigir declaração de ganhos com apostas online no IR 2026

Obrigatoriedade atinge apostadores de quota fixa, incluindo plataformas digitais e parte das loterias

Destaque-Celulares-nas-escolhas-Ft-Depositphotos
A escola que virou bode expiatório de quem não aguenta ouvir não

Ou: como aprendemos a culpar o professor pelo filho que criamos

whatsapp-image-2019-03-21-at-7.03.39-pm
Conduta
Juiz de Augustinópolis investigado por interromper e constranger advogadas durante audiências é afastado

Decisão determina abertura de investigação administrativa para apurar relatos de desrespeito às prerrogativas da advocacia

IMG_3591
Violência
Adolescente tem fratura no nariz após agressão em escola estadual de Dianópolis; família relata racismo e bullying

Secretaria estadual informou que acionou equipe multiprofissional para acompanhar o estudante e apurar o ocorrido

2a3dbd4e-796b-4d5f-972d-67af16ecc286
Investigação
Polícia Civil prende oito suspeitos em operação que investiga cerca de 500 CNHs obtidas de forma irregular no Tocantins

Ação cumpriu 59 mandados de busca e apreensão e dez de prisão em cidades do Tocantins e do Maranhão; esquema teria permitido obtenção irregular de carteira de motorista mediante pagamento de até R$ 4,5 mil